Versatilidade de Diane Keaton evidencia estratégia de renda múltipla em Hollywood
Diane Keaton, morta aos 79 anos na Califórnia, construiu uma trajetória que alia reconhecimento artístico e geração de receita por meio de diferentes frentes no mercado audiovisual.
Nas telas, a virada financeira e profissional veio com a parceria com Woody Allen. Após atuar na peça “Play It Again, Sam”, a atriz ingressou em filmes como “Sleeper” (1973), “Love and Death” (1975) e, principalmente, “Annie Hall” (1977). O longa lhe garantiu o Oscar de Melhor Atriz e consolidou novos padrões de protagonismo feminino, ampliando seu valor de mercado para futuros contratos.
O figurino de “Annie Hall”, inspirado no guarda-roupa pessoal de Keaton, transformou-se em ícone cultural. A associação direta da imagem da atriz a marcas de moda abriu oportunidades de licenciamento e reforçou a percepção de autenticidade — um ativo intangível que costuma elevar cachês e royalties em Hollywood.
Atuação, direção e produção: três fontes de receita
Antes mesmo do Oscar, Keaton havia se destacado como Kay Adams em “O Poderoso Chefão” (1972) e nas duas continuações da trilogia comandada por Francis Ford Coppola. A presença em uma das franquias mais rentáveis do cinema elevou o poder de negociação da artista.
Nos anos 1980 e 1990, Keaton alternou dramas como “Reds” e “Shoot the Moon” com comédias de grande bilheteria, entre elas “O Pai da Noiva” e “O Clube das Desquitadas”. A variedade de gêneros garantiu participação em diferentes públicos e ciclos de arrecadação.
Em 2003, com “Alguém Tem Que Ceder”, voltou a ser indicada ao Oscar, comprovando a relevância comercial de seu nome em fases distintas da carreira.
Imagem: Internet
Além de atuar, Keaton dirigiu filmes, produziu documentários e apareceu em projetos televisivos, como a minissérie “The Young Pope”. A expansão para a direção e a produção diversificou seus ganhos por meio de honorários, porcentagens de bilheteria e direitos autorais.
Presença digital e cultura pop
A atriz participou do videoclipe “Ghost”, de Justin Bieber, em 2021, e manteve atividade constante nas redes sociais, onde mesclava humor e memórias. A interação online aproximou novos públicos e reforçou a circulação de seu catálogo, potencializando receitas provenientes de streaming e reprises.
Sem se afastar das origens teatrais, Diane Keaton mesclou introspecção e carisma para construir uma das carreiras mais longevas de Hollywood, deixando um modelo de atuação multifuncional que converte talento em múltiplas fontes de renda.
Com informações de InfoMoney
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