Venda de bebidas para renda extra vira dor de cabeça em SP: 42 presos, 11 estabelecimentos interditados e três mortes por metanol
São Paulo, 7 de maio – A busca por renda extra na comercialização de bebidas alcoólicas ganhou um alerta vermelho nesta terça-feira. Novo boletim da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES) confirmou três mortes e 18 casos positivos de intoxicação por metanol, substância usada na adulteração de destilados vendidos de forma irregular.
No total, são 176 ocorrências, das quais 158 ainda estão sob investigação, incluindo sete óbitos em análise. Outros 38 casos foram descartados e 35 novos registros começaram a ser apurados.
Impacto financeiro para quem aposta no mercado de bebidas
A onda de contaminações resultou em 42 prisões desde o início do ano, 21 somente nesta semana, além da interdição de 11 estabelecimentos – sete na capital. Um dos pontos comerciais obteve desinterdição parcial, mas segue proibido de vender destilados, o que representa prejuízo direto para quem apostava no segmento como fonte de renda.
Na segunda-feira (6), a Polícia Civil apreendeu 103 mil vasilhames de destilados vazios em um galpão clandestino na Vila Formosa, zona leste da cidade. O espaço, registrado como empresa de recicláveis, lucrava com a venda de garrafas para terceiros. Dois homens foram autuados e agora enfrentam investigação que pode resultar em multas e perdas patrimoniais.
Óbitos confirmados ampliam risco jurídico e financeiro
A terceira vítima fatal, Bruna de Souza Araújo, 30 anos, estava internada em São Bernardo do Campo desde o fim de abril e teve morte confirmada na segunda-feira (6). O caso reforça a possibilidade de processos cíveis e criminais que podem inviabilizar financeiramente qualquer tentativa de lucrar com produtos adulterados.
Custos extras para o sistema de saúde e para o comerciante legal
Para tratar pacientes, a SES distribuiu 2 mil ampolas de álcool etílico absoluto – insumo usado na desintoxicação. Além do impacto no orçamento público, comerciantes regulares relatam aumento de custos para comprovar a procedência de seus estoques e evitar suspeitas que afastem consumidores.
Imagem: Internet
As análises toxicológicas são realizadas pelo Laboratório de Toxicologia Analítica Forense (Latof), da USP em Ribeirão Preto, com resultado em até uma hora. O método rápido agiliza investigações, mas também encurta o tempo para que infratores sejam identificados e tenham seus bens bloqueados.
Para quem avalia entrar no ramo de destilados como alternativa de renda, o cenário mostra que o ganho rápido pode se transformar em prejuízo alto, multas e prisão caso as normas sanitárias e tributárias não sejam seguidas à risca.
Com informações de InfoMoney
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