Vaga vitalícia e estabilidade: aposentadoria antecipada de Barroso cria oportunidade rara no STF

O ministro Luís Roberto Barroso comunicou nesta quinta-feira (9) que antecipará sua aposentadoria do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão abre uma nova vaga na Corte, considerada uma das posições de maior estabilidade e remuneração do serviço público brasileiro – ponto de atenção para quem acompanha carreiras jurídicas de alto retorno financeiro.

Com a saída de Barroso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá a chance de fazer sua quinta indicação ao STF desde 2003. Segundo a Constituição Federal, o Supremo é composto por 11 ministros, cada um com mandato vitalício até a aposentadoria compulsória aos 75 anos.

Quem pode concorrer à vaga

De acordo com a Constituição, os requisitos são:

  • ser brasileiro nato;
  • ter idade entre 35 e 75 anos;
  • possuir notável saber jurídico;
  • manter reputação ilibada.

A prerrogativa de indicar o nome é exclusiva do presidente da República, mas a nomeação só é efetivada após aprovação do Senado Federal. O processo inclui sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e votações secretas na CCJ e no plenário, exigindo maioria simples.

Passo a passo da nomeação

  1. Indicação formal do presidente;
  2. Sabatina e votação na CCJ do Senado;
  3. Votação final no plenário do Senado;
  4. Assinatura do decreto de nomeação;
  5. Posse no próprio STF.

Entre os nomes mais comentados nos bastidores do Planalto estão o advogado-geral da União, Jorge Messias, e a ministra Maria Elizabeth Rocha, presidente do Superior Tribunal Militar (STM).

Composição atual do Supremo

Confira quem ocupa hoje as cadeiras do STF e em que governo foi indicado:

  • Gilmar Mendes – FHC (posse em 2002; aposenta em 2030)
  • Cármen Lúcia – Lula (2006; 2029)
  • José Dias Toffoli – Lula (2009; 2042)
  • Luiz Fux – Dilma (2011; 2028)
  • Luís Roberto Barroso – Dilma (2013; 2033)
  • Luiz Edson Fachin – Dilma (2015; 2033)
  • Alexandre de Moraes – Temer (2017; 2043)
  • Kassio Nunes Marques – Bolsonaro (2020; 2047)
  • André Mendonça – Bolsonaro (2021; 2047)
  • Cristiano Zanin – Lula (2023; 2050)
  • Flávio Dino – Lula (2024; 2043)

O anúncio da aposentadoria de Barroso movimenta o setor jurídico e político porque a vaga garante estabilidade profissional e econômica até os 75 anos, além de forte influência sobre temas que impactam diretamente a economia do país.

Com informações de InfoMoney

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