Trégua Israel-Hamas reduz risco geopolítico e pode refletir no bolso de quem investe

Jerusalém, 9 de fevereiro – O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu aprovou na madrugada desta sexta-feira (9), horário local, um acordo de cessar-fogo em Gaza que inclui a libertação de todos os reféns israelenses – vivos ou falecidos – mantidos pelo Hamas.

A decisão, anunciada oficialmente após reunião do governo, prevê a suspensão dos confrontos em até 24 horas e o retorno dos reféns em até 72 horas. Trata-se do maior avanço até o momento nas negociações que buscam encerrar dois anos de guerra na região.

O entendimento foi costurado por mediadores internacionais e integra a primeira fase da iniciativa liderada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para pôr fim ao conflito. Paralelamente, o principal negociador do Hamas, Khalil al-Hayya, declarou em pronunciamento televisionado que o conflito estava encerrado, com garantias oferecidas por Washington.

Com o acordo, Israel libertará prisioneiros palestinos, enquanto o Hamas devolverá os reféns israelenses. Israelenses e palestinos repercutiram o anúncio com sinais de alívio, sinalizando o potencial de normalização de atividades econômicas afetadas pelos combates.

Embora ainda não haja detalhes sobre as etapas seguintes, o cessar-fogo tende a diminuir a incerteza geopolítica observada pelos investidores globais que monitoram riscos em commodities, logística e turismo na região.

Com informações de InfoMoney

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