Possível trégua em Gaza acende alerta em quem busca ganhos com petróleo e ativos de energia

Brasília, 8 mai (atualizado às …) — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou nesta quarta-feira (8) que Israel e o grupo Hamas aceitaram a 1ª etapa de um plano de paz para a Faixa de Gaza. O anúncio, feito na rede Truth Social, inclui a libertação “em breve” de todos os reféns e a retirada das tropas israelenses para uma linha previamente combinada.

Para quem acompanha o mercado em busca de renda extra por meio de investimentos em commodities ou ações ligadas ao Oriente Médio, o avanço no diálogo é relevante: qualquer redução de tensão costuma repercutir nos preços do petróleo, insumo que movimenta boa parte dos fundos de energia negociados na B3.

Detalhes do acordo

Segundo Trump, as tratativas contaram com a mediação de Catar, Egito e Turquia e ocorreram em Sharm El-Sheikh, no Egito. O presidente descreveu o dia como “histórico” para o mundo árabe, Israel, países vizinhos e também para os Estados Unidos.

O anúncio acontece dois anos e dois dias após o início da ofensiva israelense em Gaza, deflagrada em 7 de outubro de 2023, quando militantes liderados pelo Hamas mataram cerca de 1.200 pessoas e sequestraram 251. Desde então, mais de 67 mil palestinos morreram, de acordo com o Ministério da Saúde administrado pelo Hamas.

Próximos passos diplomáticos

Durante evento na Casa Branca, o secretário de Estado, Marco Rubio, entregou a Trump um bilhete informando que as negociações estavam “muito próximas” de um desfecho. A Casa Branca confirmou que o presidente estuda viajar ao Oriente Médio nos próximos dias, com paradas no Egito e possivelmente na Faixa de Gaza.

Investidores globais acompanham cada etapa das conversas, pois mudanças no cenário geopolítico costumam influenciar a cotação de commodities energéticas, impactando tanto quem opera contratos futuros quanto quem busca renda passiva em fundos atrelados ao setor.

Até o momento, não há data definida para a conclusão das demais fases do plano de paz.

Com informações de InfoMoney

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