Trégua em risco: Israel fala em penalizar Hamas após impasse na entrega de corpos de reféns
A incerteza sobre a devolução de restos mortais de reféns israelenses ameaça o acordo que sustenta o cessar-fogo na Faixa de Gaza — e pode desencadear novas sanções contra o Hamas, com impacto direto no fluxo de recursos humanitários e na libertação de presos palestinos.
O que aconteceu
Na noite de quarta-feira (15), a ala militar do Hamas, Brigadas Qassam, afirmou ter entregado todos os corpos que conseguiu recuperar sem equipamento adicional. O grupo declarou ainda que precisa de aparelhos especiais para localizar os demais restos mortais, conforme previsto no tratado mediado internacionalmente na semana passada.
Por que isso importa para o acordo de troca
O cessar-fogo estabelece que o Hamas devolva todos os 48 reféns — vivos ou mortos — em troca da libertação de palestinos detidos por Israel e de outras concessões humanitárias. Até agora:
- 20 reféns vivos foram soltos na segunda-feira;
- 10 corpos foram enviados à Cruz Vermelha;
- Restam mais de uma dúzia de corpos sem localização.
Resposta de Israel
Após receber dois novos caixões na quarta-feira, o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu confirmou o repasse, mas não comentou oficialmente a alegação do Hamas. Paralelamente, o ministro da Defesa, Israel Katz, orientou o Exército a apresentar um plano para a derrota total do Hamas caso o grupo não cumpra o acordo.
Fontes diplomáticas indicaram que o governo israelense avalia penalidades adicionais, o que pode afetar recursos enviados ao território e postergar a reconstrução local.
Posição dos mediadores
Catar, Egito, Turquia e Estados Unidos, que assinaram o compromisso de vigiar o acordo, ainda não se pronunciaram sobre a nova declaração do Hamas. O texto da trégua prevê a criação de uma força-tarefa internacional para auxiliar na busca pelos corpos caso o grupo alegue impossibilidade técnica de recuperá-los.
Imagem: Internet
Próximos passos
Se Israel e Estados Unidos interpretarem a fala do Hamas como violação, o cessar-fogo pode ser rompido, travando a troca de detentos e paralisando a entrada de ajuda — um cenário com repercussões diretas sobre a circulação de recursos e oportunidades de trabalho no enclave.
O impasse financeiro e humanitário coloca pressão extra sobre ambas as partes, que têm até os próximos dias para apresentar soluções técnicas ou enfrentar o reinício dos combates.
Com informações de InfoMoney
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