Taxas de DI recuam, mas continuam acima de 13% e mantêm atrativo para quem busca renda extra na renda fixa
Os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) encerraram a quarta-feira em queda, preservando, porém, níveis superiores a 13% ao ano — patamar que segue relevante para investidores que procuram gerar renda extra por meio de aplicações de renda fixa.
No fim da tarde, o DI para janeiro de 2028 cedeu 5 pontos-base, para 13,485% ao ano, enquanto o contrato com vencimento em janeiro de 2029 recuou para 13,425%. Entre os vértices mais longos, a taxa de janeiro de 2035 caiu 6 pontos-base, ficando em 13,735%.
Por que a queda foi limitada
A redução dos prêmios foi contida pela incerteza fiscal. O governo corre para votar ainda hoje, no Congresso, a medida provisória que cria nova taxação sobre aplicações financeiras — receita considerada essencial para equilibrar o orçamento. A indefinição mantém os investidores em compasso de espera e impede ajustes maiores na curva.
Na véspera, os contratos chegaram a subir mais de 10 pontos-base após a sinalização de estudo do governo sobre subsídio integral às tarifas de ônibus. Operadores apontam que, após esse movimento, haveria espaço técnico para um alívio maior das taxas, caso o risco fiscal diminuísse.
Curva de juros e expectativa para a Selic
Perto do fechamento, a precificação indicava 100% de probabilidade de manutenção da Selic em 15% ao ano na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), no início de novembro. Profissionais do mercado afirmam que as taxas já refletem a visão de que cortes no juro básico devem ocorrer somente mais adiante.
Imagem: Internet
Cenário externo estável
No exterior, a ausência de indicadores nos Estados Unidos — em meio à paralisação parcial do governo — direcionou a atenção para a ata do Federal Reserve, que não alterou a projeção de cortes graduais nos juros norte-americanos. O rendimento do Treasury de 10 anos operava estável, a 4,131%.
Com a curva curta praticamente parada e a longa ainda elevada, as remunerações acima de 13% nos vencimentos mais distantes permanecem no radar de quem busca rentabilidade em títulos indexados ao DI, CDBs e outras aplicações de renda fixa.
Com informações de InfoMoney
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