Tarifa de 40% nos EUA pode cair e destravar nova fonte de receita para exportadores brasileiros

Brasília, 12/mai — Um pedido direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao presidente americano Donald Trump para suspender a tarifa de 40% sobre produtos brasileiros pode abrir espaço imediato para novas receitas de empresas e empreendedores que atuam no mercado externo.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, afirmou neste domingo (12) que o Brasil busca um “ganha-ganha” capaz de acelerar as vendas ao maior mercado consumidor do mundo. O telefonema entre os dois chefes de Estado ocorreu na semana passada.

O que está em jogo para quem vende aos EUA

Tarifa de 40%: impede a competitividade de diversos produtos nacionais.
Celulose e ferro-níquel: já tiveram tarifa zerada, representando 4% das exportações brasileiras.
Madeira serrada: alíquota caiu de 50% para 10% na última rodada de conversas.
Móveis (armários, sofás): taxa recuou de 50% para 25%.

Com a suspensão total do tarifaço, empresas desses segmentos — especialmente indústrias de móveis, serrarias e produtores de commodities — podem ampliar margens e conquistar novas encomendas, gerando caixa extra, empregos e divisas.

Próximos passos das negociações

Alckmin disse que Lula e Trump devem se encontrar pessoalmente na Malásia no fim do mês, após um breve contato na assembleia-geral da ONU. Até lá, a equipe econômica brasileira trabalha para demonstrar o potencial de “parceria” bilateral.

Do lado americano, o secretário de Estado Marco Rubio foi escalado como interlocutor. Apesar de críticas recentes feitas ao Brasil, Alckmin não vê o nome do republicano como obstáculo: “A orientação do presidente Trump foi muito clara. Nós queremos diálogo e entendimento”, afirmou após missa em Aparecida (SP).

Por que isso interessa ao bolso do exportador

A cada 10 pontos percentuais retirados de imposto de importação nos EUA, estimativas do setor apontam potencial de aumento de 3% a 5% no volume embarcado, o que significa mais faturamento em dólar e, para pequenos e médios empresários, uma via rápida de renda extra sem precisar abrir novos mercados.

Além disso, a redução do custo alfandegário pode baratear o preço final, tornando o produto brasileiro mais atrativo e assegurando contratos de longo prazo — um ponto crucial para quem busca estabilidade de caixa e previsibilidade de recebíveis, dois pilares para planejamento financeiro.

Enquanto o acordo definitivo não sai, os exportadores acompanham cada avanço de perto. Qualquer nova rodada de cortes tarifários pode representar uma oportunidade imediata de ampliar produção, contratar e melhorar margens.

Com informações de InfoMoney

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