STF inicia julgamento de grupo acusado de desinformação; datas-chave podem mexer com o humor do mercado e com quem busca renda extra
O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu nesta terça-feira o julgamento do chamado “núcleo quatro” da suposta trama de desinformação que tentou interferir nas eleições de 2022. Para quem investe ou procura oportunidades de renda extra, o calendário das sessões atrai atenção porque decisões sobre estabilidade institucional costumam repercutir no preço dos ativos financeiros.
Quem está no centro do processo
Sete réus compõem o grupo: o ex-major do Exército Ailton Barros, o sargento Giancarlo Rodrigues, o policial federal Marcelo Bormevet, o coronel Reginaldo Vieira de Abreu, o tenente-coronel Guilherme Marques Almeida, o major da reserva Ângelo Denicoli e o engenheiro Carlos Rocha.
O que o Ministério Público pede
A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou a condenação de todos por:
- Organização criminosa armada;
- Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
- Tentativa de golpe de Estado;
- Dano qualificado;
- Deterioração de patrimônio tombado.
As defesas pedem absolvição.
Por que o tema interessa ao bolso
Investidores costumam acompanhar processos que envolvem a estabilidade das instituições, pois qualquer alteração na percepção de risco político pode gerar volatilidade nos mercados. Oscilações de curto prazo impactam quem faz day trade, swing trade ou usa dividendos como complemento de renda.
Acusações individualizadas
Ailton Barros é apontado por ataques a comandantes das Forças Armadas que não teriam aderido ao plano golpista. O ex-major nega vínculo próximo com o general Braga Netto e afirma que buscava apoio político para sua campanha a deputado estadual em 2022.
Giancarlo Rodrigues e Marcelo Bormevet, ex-funcionários da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), teriam divulgado informações falsas para enfraquecer o sistema eleitoral e ministros do STF. Ambos negam envolvimento em qualquer conspiração.
Imagem: Internet
Reginaldo Vieira de Abreu, Guilherme Marques Almeida, Ângelo Denicoli e Carlos Rocha são acusados de propagar conteúdos que colocavam em dúvida a confiabilidade das urnas eletrônicas. Rocha presidia o Instituto Voto Legal, contratado pelo PL para embasar pedido de anulação de parte dos votos.
Datas a colocar no radar financeiro
O STF reservou seis sessões para analisar o caso, distribuídas assim:
- 14 de outubro: manhã e tarde;
- 15 de outubro: manhã;
- 21 de outubro: manhã e tarde;
- 22 de outubro: manhã.
Nesses dias, movimentos bruscos no humor dos investidores não estão descartados, principalmente em ativos sensíveis a risco político, como small caps e contratos de câmbio.
O julgamento segue até 22 de outubro, data em que o STF poderá concluir a análise ou, se necessário, agendar novas sessões. Enquanto isso, participantes do mercado acompanham de perto cada voto para ajustar estratégias de proteção e de busca de renda extra.
Com informações de InfoMoney
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