Selic em queda abre janela de até 50% de valorização nos BDRs da XP, aponta Morgan Stanley
Quem busca multiplicar o patrimônio com ações sensíveis à taxa de juros ganhou um novo sinal verde. O banco de investimentos Morgan Stanley reiterou recomendação de compra (overweight) para os BDRs da XP Inc. (XPBR31) e manteve preço-alvo em US$ 26 — projeção que indica potencial de alta próximo de 50% em relação às últimas cotações.
Por que a possível queda da Selic importa para o seu bolso?
Segundo o relatório, a XP é hoje o ativo do setor financeiro brasileiro mais sensível ao ciclo de cortes na taxa básica. O Morgan avalia que o processo de flexibilização monetária deve começar nos próximos meses, cenário que costuma impulsionar a migração de recursos de renda fixa para renda variável — movimento historicamente positivo para a corretora.
Múltiplos ainda atrativos, mesmo após rali de 47% em 2024
O documento lembra que, mesmo com avanço de 47% no ano (ante 31% do índice MSCI Brasil), as ações negociam a 10,0 vezes o lucro estimado para 2025 e 8,9 vezes para 2026, com PEG de 0,6. Pelas contas do banco, se a Selic recuar para 12% em 2026, a XP poderia ser precificada entre 14 e 15 vezes lucro, abrindo espaço para reprecificação expressiva.
Diferença entre projeções do banco e consenso de mercado
O Morgan contesta as estimativas médias que apontam recuo de 500 pontos-base nos juros até 2027 sem alterar a taxa de “take rate” da XP (comissão sobre ativos sob custódia). O consenso trabalha com 0,90 ponto-percentual; o banco projeta 0,97 p.p., o que eleva sua expectativa de lucro líquido para 2027 em 8% acima dos pares.
Cinco pilares estratégicos destacados após conversa com o CFO
Em reunião com Victor Mansur, diretor financeiro da XP, o Morgan mapeou os seguintes vetores de crescimento:
Imagem: Internet
1. Foco em rentabilidade. Margens priorizadas no varejo de menor renda, com uso de automação e IA.
2. Manutenção da base premium. Clientes com mais de R$ 300 mil continuam motor de lucro.
3. Private banking em ascensão. Segmento deve atingir breakeven entre 2026 e 2027.
4. Rede de assessores mais eficiente. Produtividade crescente após investimentos de 2020-23.
5. Tecnologia como vantagem competitiva. Digitalização eleva produtividade anual em cerca de 15% e amplia a oferta de produtos, incluindo ETFs, crédito estruturado e fundos cripto.
Para investidores de varejo que buscam renda extra via Bolsa, a análise reforça a XP como opção alavancada ao provável corte de juros, aliando fundamentos de longo prazo a um gatilho cíclico de curto e médio prazos.
Com informações de InfoMoney
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