Fiscalização de bagagens vira renda extra: Ryanair eleva bônus por mala fora do padrão em 67%

Quem trabalha nos aeroportos europeus acaba de ganhar uma nova oportunidade de turbinar o próprio salário. A Ryanair, maior companhia aérea de baixo custo da Europa, anunciou que vai aumentar de 1,50 euro (R$ 9,39) para 2,50 euros (R$ 15,67) o pagamento por cada mala fora do padrão identificada pelos seus colaboradores a partir de novembro.

Além do reajuste, a empresa irlandesa removerá o limite mensal de 80 euros (R$ 501,28) que existia para esse tipo de bônus, permitindo que o time de solo acumule recompensas sem teto em períodos de alto fluxo.

Como funciona o “bico” dentro do expediente

Hoje, a tarifa mais barata da Ryanair inclui apenas um item que caiba sob o assento do passageiro, com dimensões máximas de 40 x 30 x 20 centímetros. Qualquer volume que ultrapasse essas medidas gera cobrança extra e, se for necessário despachar, a multa chega a 75 euros (R$ 469,95).

Na prática, cada mala irregular flagrada pelo funcionário garante um ganho imediato de R$ 15,67, quase o dobro do valor anterior. Em períodos de alto movimento, como férias de fim de ano, a remoção do teto pode transformar a fiscalização em uma fonte expressiva de renda adicional, sobretudo para quem atua em aeroportos com grandes hubs da companhia.

Por que a aérea paga mais?

Segundo o CEO Michael O’Leary, apenas 0,1% dos 200 milhões de passageiros anuais — cerca de 200 mil pessoas — é parado para revista de bagagem. Mesmo assim, a Ryanair sustenta que ampliar o controle é essencial para manter tarifas baixas e voos pontuais. A medida reforça a política de baixa tarifa: quem segue as regras viaja barato; quem não segue, ajuda a remunerar colaboradores e equilibrar custos.

O modelo também é usado por concorrentes, como a EasyJet, que oferecem recompensas internas para garantir cumprimento das normas de bagagem. A tendência cria uma espécie de “economia paralela” dentro do setor, onde o zelo pelos centímetros da mala se transforma em dinheiro direto no bolso dos funcionários.

Com informações de InfoMoney

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