Quer uma renda vitalícia de R$ 5 mil? Veja como contribuir para o INSS após os 45 anos e garantir o benefício

No universo de quem busca novas formas de gerar renda futura, uma estratégia chama atenção: é possível garantir um benefício mensal aproximado de R$ 5.000 pelo INSS mesmo começando a contribuir só depois dos 45 anos.

Quem pode alcançar a meta

A advogada previdenciária Camila Pellegrino, sócia do Pellegrino & Galleti Advocacia, explica que autônomos e profissionais liberais conseguem chegar a esse valor se seguirem três condições básicas:

• Contribuir sempre sobre o teto do INSS, hoje em R$ 8.157,41;
• Pagar o INSS por 15 anos sem atrasos;
• Utilizar o código de contribuição 1406, específico para contribuintes individuais.

Quanto investir todo mês

Para atingir o teto, o autônomo desembolsa 20% do valor máximo de contribuição, o que corresponde a R$ 1.631,48 por mês. Após 15 anos nessa faixa, o segurado chega à idade mínima — 62 anos para mulheres e 65 para homens — com direito a solicitar o benefício que, na média, gira em torno de R$ 5.000.

Estratégias para quem já é CLT

Trabalhadores com carteira assinada também podem turbinar a aposentadoria. Se a empresa recolhe, por exemplo, R$ 800 ao INSS, o profissional pode complementar a diferença como autônomo até atingir o teto. Quem tem salários ascendentes pode optar por contribuir apenas duas vezes ao ano sobre o teto para manter a qualidade de segurado.

O cuidado com a média salarial

Quem teve oscilações de renda — troca de emprego, redução salarial ou migração para o trabalho autônomo — deve monitorar cada recolhimento. Contribuições menores derrubam a média e, consequentemente, o valor final do benefício.

Custo de orientação especializada

Para montar o plano ideal, a recomendação é consultar um especialista. Pela tabela da Ordem dos Advogados do Brasil, uma consulta custa R$ 500. Em casos complexos, o pagamento dos honorários pode ocorrer apenas quando o benefício é concedido.

Riscos de mudanças nas regras

Projeções do governo indicam que, em 2026, as despesas com Previdência Social devem superar R$ 1 trilhão. Embora o Tesouro Nacional cubra o déficit, possíveis ajustes nas regras não estão descartados. Por isso, diversificar com previdência privada ou uma carteira de investimentos de longo prazo é uma precaução sugerida por especialistas como o economista Fabio Giambiagi, pesquisador associado do FGV/IBRE.

Mesmo com incertezas, a contribuição sobre o teto garante renda vitalícia, uma característica que atrai quem busca estabilidade financeira na aposentadoria.

Com informações de InfoMoney

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