Queda da MP do IOF muda as regras do jogo: veja como a decisão pode mexer na sua renda extra
Brasília — A Câmara dos Deputados derrubou a Medida Provisória que criava compensações para o recuo do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A iniciativa havia sido enviada pelo governo para, segundo o Palácio do Planalto, corrigir distorções e cobrar mais de quem tem maiores ganhos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a derrota como “um revés para o povo brasileiro”, não apenas para o Executivo.
O IOF incide sobre operações comuns no dia a dia de quem busca renda extra ou gestão eficiente das finanças, como crédito pessoal, financiamentos, câmbio, seguros e aplicações de curto prazo. A MP buscava equilibrar perdas de arrecadação provocadas pelo recuo no aumento do imposto.
O que estava em jogo
Quem: Câmara dos Deputados derrubou a MP; o presidente Lula reagiu publicamente.
O que: Medida Provisória que ajustava compensações ao recuo do aumento do IOF.
Onde: Congresso Nacional, em Brasília.
Como: Votação derrubou o texto que, segundo o governo, visava “justiça tributária”.
Por quê: A base governista não conseguiu votos suficientes; oposição e parte do Centrão argumentaram contra novas fontes de arrecadação.
Impacto no bolso de quem investe e empreende
Sem a MP, o governo perde um mecanismo de compensação fiscal que geraria receita para programas sociais. Para investidores e microempreendedores, a indefinição sobre o IOF aumenta a imprevisibilidade de custos em operações financeiras — fator que pode influenciar decisões de tomada de crédito para capital de giro, compra de equipamentos ou até mesmo investimentos em renda fixa de curtíssimo prazo.
O argumento do Planalto
Em publicação na rede social X (antigo Twitter), Lula afirmou que a medida “reduzia distorções ao cobrar a parte justa de quem ganha e lucra mais”. Segundo ele, barrar o texto “é votar contra o equilíbrio das contas públicas e contra a justiça tributária”. O presidente também declarou que o resultado aposta em menor arrecadação para “limitar políticas públicas e programas sociais que beneficiam milhões de brasileiros”.
Imagem: Internet
Próximos passos
Com a derrubada, o governo precisará encontrar nova fonte de compensação fiscal para manter equilíbrio orçamentário. Para quem depende de renda extra via operações financeiras, a recomendação de especialistas é acompanhar atentamente possíveis ajustes no IOF e no cenário tributário, que podem alterar custos de crédito e estratégias de curto prazo.
O Planalto ainda não sinalizou qual será a alternativa, mas a equipe econômica considera o tema essencial para impedir um buraco nas contas públicas — ponto que pode afetar tanto a oferta de programas sociais quanto a estabilidade de indicadores macroeconômicos que influenciam juros, câmbio e, por consequência, oportunidades de ganho financeiro.
Com informações de InfoMoney
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