Queda de 97% no faturamento do Flow acende alerta sobre diversificação de renda digital
São Paulo – O Grupo Flow, hub de mídia comandado por Igor Coelho, viu o caixa praticamente zerar quando perdeu 97% do faturamento em fevereiro de 2022, após a polêmica declaração do então sócio Bruno “Monark” Aiub sobre liberdade de expressão e nazismo. O episódio expôs, para criadores e empreendedores digitais, o risco financeiro de depender de um único fluxo de receita.
Da ascensão ao choque financeiro
Nascido de um podcast inspirado no formato de Joe Rogan, o Flow ganhou projeção nacional graças a entrevistas longas e descontraídas. A alta visibilidade atraiu anunciantes e colocou o grupo entre os principais players de conteúdo no país. A trajetória, contudo, mudou de rota quando a repercussão negativa afastou patrocinadores quase da noite para o dia, derrubando a receita em 97%.
Reestruturação para sobreviver
A crise forçou Igor Coelho a comprar a participação de Monark e iniciar uma profissionalização imediata. Equipes foram reorganizadas, processos internos ganharam padrão formal e a estratégia comercial passou a buscar novos formatos de monetização, reduzindo a dependência de contratos pontuais de publicidade.
Impacto direto no mercado de renda extra
O caso Flow destaca, para quem atua em produção de conteúdo ou busca renda online, como reputação e diversificação de canais são fatores decisivos para a sustentabilidade financeira. A experiência do grupo mostra que uma única controvérsia pode comprometer a receita quando o modelo é concentrado em poucos clientes ou plataformas.
Hoje, o Flow mantém operações em podcasts, vídeos ao vivo e projetos paralelos, tentando reconstruir a base de patrocinadores em meio a padrões de governança mais rígidos. Igor Coelho afirmou, em entrevista ao podcast “Do Zero ao Topo”, que a virada incluiu definir metas claras de qualidade, fortalecer a marca institucional e não mais depender da informalidade que marcou o início do projeto.
Imagem: Internet
O relato completo de Igor Coelho pode ser conferido no episódio mais recente do programa, disponível em plataformas como YouTube, Spotify, Apple Podcasts, Deezer, Spreaker, Castbox e Amazon Music.
Com informações de InfoMoney
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