Possível saída de Barroso do STF sinaliza vaga cobiçada que pode impulsionar carreiras e ganhos na área jurídica
Uma eventual aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso voltou ao centro das atenções nesta segunda-feira (6), depois de o magistrado afirmar em um evento na Bahia que “é preciso saber a hora de sair”. A fala, feita durante o XVII Encontro do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (Consepre), reforçou rumores sobre a abertura de uma das cadeiras mais disputadas do Judiciário — posição que, além de prestígio, costuma representar salto expressivo de renda e estabilidade para quem conquista o posto.
Barroso, que legalmente poderia permanecer no Supremo Tribunal Federal até março de 2033, quando completa 75 anos, disse que “a vida é feita de ciclos” e que é importante “saber a hora de entrar e a hora de sair”. Desde que deixou a presidência da Corte em 29 de abril, o ministro vem dando declarações consideradas por interlocutores do governo e de colegas de toga como indícios de uma saída antes do prazo constitucional.
Vaga valorizada reacende corrida por indicação
A possibilidade de um assento aberto no STF movimenta advogados, acadêmicos e políticos interessados em ascender na carreira jurídica e aumentar significativamente seus rendimentos. Entre os nomes mais citados como possíveis indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva estão o advogado-geral da União, Jorge Messias, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, o ministro da Controladoria-Geral da União, Vinícius Marques de Carvalho, e o ex-presidente do Tribunal de Contas da União Bruno Dantas.
Messias, favorito nos bastidores, tem 45 anos e poderia permanecer na Corte por cerca de três décadas, ampliando seu capital financeiro e político. Já Pacheco, visto como carta valiosa para o governo nas eleições de 2026 em Minas Gerais, circula como alternativa que agrada a diferentes alas do Planalto e do Judiciário.
Impacto financeiro no mercado jurídico
Uma nomeação para o STF não afeta apenas o futuro indicado. Escritórios de advocacia, consultorias e universidades costumam ganhar visibilidade — e receitas — ao se associarem a ministros da Corte, seja em projetos acadêmicos, seja em pareceres especializados. Por isso, a possível vacância desencadeia um “efeito dominó” de oportunidades de renda para profissionais e instituições ligadas ao novo integrante.
Imagem: Internet
Enquanto o cenário não se confirma, ministros do Supremo e interlocutores do Palácio do Planalto monitoram cada movimento de Barroso e dos nomes cotados, atentos à chance de ocupar um cargo que pode redefinir trajetórias profissionais e financeiras dentro e fora do setor público.
Com informações de InfoMoney
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