Ex-Globo, João Pedro Paes Leme detalha como a Play9 ajuda criadores a turbinar sua renda com dados e canais internacionais

Quem busca novas fontes de renda no mercado digital ganhou um mapa detalhado de oportunidades. Em entrevista ao podcast “Do Zero ao Topo”, João Pedro Paes Leme — ex-diretor da Rede Globo e hoje CEO e cofundador do Play9 Content Group — explicou como sua holding conecta marcas, agências e influenciadores para ampliar monetização em plataformas como YouTube, TikTok e Instagram.

Quatro frentes de receita para creators e marcas

A Play9 passou por uma reestruturação e agora opera em quatro unidades de negócio:

• Play9 — gestão de talentos próprios;

• PlayAction — produtora audiovisual;

• PlayNest — incubadora que forma novos criadores e cruza dados de três APIs (YouTube, TikTok e Instagram) para oferecer KPIs de ROI a marcas;

• Playground — agência de conteúdo e influência dedicada a anunciantes.

Segundo Paes Leme, a vertical PlayNest é “o próximo grande passo” da Creator Economy porque concentra, em um só lugar, métricas confiáveis de audiência e performance financeira. Para quem pretende viver de conteúdo, esse ecossistema facilita negociações de patrocínio e aumenta a previsibilidade de ganhos.

Aquisição estratégica de canal eleva ganhos em dólar

Para ampliar receita com AdSense e testar mercados fora do Brasil, a Play9 comprou um canal de curiosidades que figura entre os 10 maiores do YouTube no gênero. O pacote inclui versões em inglês, polonês e outros idiomas, criando inventário de mídia em países com CPM (custo por mil impressões) mais alto. O executivo classificou a operação como “crucial” para provar viabilidade internacional e gerar renda em moedas fortes.

Dados que viram dinheiro

Integrar APIs das principais redes sociais permite consolidar estatísticas de alcance, engajamento e conversão em tempo real. “Isso gera KPIs reais e confiáveis e melhora a mensuração de ROI”, pontuou o CEO. Na prática, influenciadores incubados pela PlayNest recebem relatórios que orientam ajustes de conteúdo, precificação de publis e estratégias de venda de produtos próprios.

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Imagem: Internet

Parcerias que abrem novas fontes de receita

Entre as alianças recentes está a Time Brasil Media House, em parceria com o Comitê Olímpico do Brasil. O projeto reúne squads de diferentes áreas do grupo para produzir conteúdos patrocinados vinculados ao esporte nacional, criando oportunidades tanto para marcas quanto para creators especializados no nicho.

Saída de Felipe Neto e foco em expansão

A participação de Felipe Neto no negócio vinha diminuindo há anos. Com sua saída do quadro societário, Paes Leme passou a deter fatia ainda maior da empresa. O CEO afirmou que a mudança torna “mais fluido” seguir a estratégia de internacionalização e profissionalização de influenciadores.

Com mais de 20 anos de experiência em comunicação, o executivo destaca que a transformação digital democratizou a possibilidade de monetizar ideias. Segundo ele, mesmo creators com audiência modesta podem gerar renda relevante ao combinar produção consistente com dados de performance — modelo que a Play9 pretende escalar dentro e fora do Brasil.

Com informações de InfoMoney

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