Petrobras ou Banco do Brasil? Veja qual ação turbinou a renda passiva em até 1.619% na última década

Quem vive de renda extra via dividendos costuma olhar para as estatais que lideram os pagamentos na Bolsa. Um levantamento da Hike Capital mostra que, entre Petrobras (PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3), a petroleira entregou o maior reforço de caixa aos acionistas nos últimos cinco e dez anos.

Quanto cada ação colocou no bolso do investidor

De acordo com os cálculos do analista Leonardo Andreoli, da Hike Capital, R$ 10 mil aplicados em PETR4 em setembro de 2015 viraram R$ 171.938 quando todos os dividendos foram reinvestidos. No mesmo período, o montante investido em BBAS3 cresceu para R$ 56.238.

Mesmo no recorte mais curto — os últimos cinco anos — a vantagem permanece com a Petrobras. O mesmo investimento de R$ 10 mil alcançou R$ 58.141, contra R$ 23.036 gerados pelas ações do Banco do Brasil.

Por que a Petrobras distribuiu mais?

Segundo Andreoli, o resultado é fruto de um processo de desalavancagem rígida e foco na eficiência operacional, período em que a estatal reduziu dívidas e elevou geração de caixa. A combinação de maior produção no pré-sal e controle de custos manteve a caixa forte mesmo diante da volatilidade do preço do petróleo, abrindo espaço para dividendos robustos.

E o potencial do Banco do Brasil?

O Banco do Brasil também figura na carteira de quem busca renda, graças a um balanço sólido e indicadores de capital favorecidos pelo cenário de juros altos, que ampliam a margem financeira. A instituição passou por ganhos de eficiência, diversificou receitas e manteve a rentabilidade em linha ou acima de bancos privados, lembra Andreoli.

Entretanto, tanto Petrobras quanto Banco do Brasil carregam o mesmo risco de interferência estatal, que pode afetar decisões sobre distribuição de lucros. Para o investidor focado em cash flow, acompanhar o noticiário político continua sendo parte essencial da estratégia.

Com informações de InfoMoney

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