Peru troca de presidente pela 6ª vez em 7 anos e amplia alerta para quem depende de renda na região

O Congresso do Peru destituiu, na madrugada desta sexta-feira (10), a presidente Dina Boluarte por “incapacidade moral permanente” diante da escalada de violência e denúncias de corrupção no país. A votação terminou com 118 apoios, unanimidade entre os parlamentares presentes, e reforça o cenário de instabilidade que já afastou ou prendeu seis chefes de Estado em apenas sete anos.

Com a saída de Boluarte, quem assume o Palácio Pizarro é o chefe do Legislativo, José Jerí, conforme determina a sucessão constitucional. Em seu discurso de posse, o novo mandatário prometeu “declarar guerra ao crime” e conduzir um governo de reconciliação nacional até as próximas eleições, marcadas para abril de 2026.

Violência e pressão popular

A crise ganhou força após o ataque a tiros contra a banda de cúmbia Agua Marina durante um show em Lima, na quarta-feira (9). Quatro músicos foram baleados, e as autoridades atribuíram o atentado a quadrilhas de extorsão que atuam em eventos populares. O episódio intensificou a percepção de insegurança e aumentou a pressão sobre o governo, considerado inoperante no enfrentamento ao crime organizado.

Dina Boluarte, que se recusou a comparecer à sessão de votação, deixa o cargo com 93% de reprovação popular, segundo pesquisa da Datum Internacional, e é alvo de investigações por corrupção e enriquecimento ilícito. Sua defesa classificou o processo como inconstitucional, mas o Congresso manteve a apreciação mesmo com a ausência da ex-presidente.

Instabilidade que afeta o ambiente de negócios

O afastamento de mais um presidente consolida o Peru como um dos países politicamente mais voláteis da América Latina, fator que repercute diretamente na confiança de investidores e no planejamento de quem busca oportunidades de renda ou expansão de negócios na região andina.

No curto prazo, o novo chefe do Executivo terá o desafio de conter o avanço das gangues, restaurar a credibilidade das instituições e reduzir a percepção de risco em um país que já acumula seis trocas de comando desde 2017.

Para profissionais e empreendedores que dependem do mercado peruano, o recado é claro: a instabilidade seguirá como variável crítica nos próximos meses, exigindo atenção redobrada a mudanças políticas e de segurança que possam impactar contratos, remessas e operações locais.

Com informações de InfoMoney

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