Ouro supera US$ 4.200 e abre brecha para investidores que querem proteger patrimônio e gerar renda extra

O preço do ouro ultrapassou a marca histórica de US$ 4.200 por onça nesta quarta-feira (data do pregão), reforçando o metal precioso como alternativa de proteção e potencial fonte de renda para quem diversifica seus investimentos.

Quem

Negociado nos mercados internacionais, o ouro à vista subiu 1,4%, alcançando US$ 4.200,12 por onça. Os contratos futuros para dezembro avançaram 1,3%, sendo cotados a US$ 4.216,20.

O que

O metal acumula valorização de cerca de 59% em 2024, impulsionado por três fatores principais:

  • Perspectiva de cortes na taxa de juros dos Estados Unidos.
  • Busca global por segurança diante de incertezas econômicas e geopolíticas.
  • Compras agressivas de bancos centrais e forte entrada de recursos em fundos negociados em bolsa (ETFs) lastreados em ouro.

Quando e onde

O salto ocorreu na sessão desta quarta-feira nos mercados de commodities, elevando o recorde intradiário para US$ 4.217,95.

Como

Investidores reagiram aos comentários do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, que reforçaram apostas de cortes consecutivos de 25 pontos-base em outubro e dezembro — com probabilidade de 96% e 93%, respectivamente. A queda do dólar frente a outras moedas também adicionou fôlego à cotação do ouro.

Por quê

Analistas, como Ricardo Evangelista, da ActivTrades, avaliam que a combinação de política monetária mais branda nos EUA e tensões comerciais prolongadas eleva a procura pelo metal. Segundo o especialista, a escalada pode levar o preço do ouro a US$ 5.000 no médio ou longo prazo.

Para o público que busca renda extra ou proteção, a alta do ouro levanta a discussão sobre alocação em ativos defensivos, seja por meio de ETFs, contratos fracionários ou fundos referenciados, sempre observando custos e perfil de risco.

Com informações de InfoMoney

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