Alerta de custo: orientação de Trump sobre vacinas e paracetamol pode encarecer cuidados de saúde das famílias
WASHINGTON, 29 mar 2024 — Ao retomar declarações sem respaldo científico sobre paracetamol e vacinas infantis, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abriu um novo flanco de preocupação financeira para famílias que já buscam equilibrar orçamento e renda extra. Em postagem no Truth Social nesta sexta-feira (29), o republicano reforçou pedido para que mulheres grávidas evitem o analgésico e recomendou que a vacina tríplice viral seja aplicada em três etapas, além de adiar a imunização contra hepatite B até os 12 anos.
A orientação, segundo especialistas em saúde consultados pela agência Reuters, contraria sociedades médicas que consideram seguro o uso de paracetamol durante a gravidez sob supervisão profissional e mantêm o calendário vacinal como forma de reduzir custos de longo prazo com doenças preveníveis. Para o bolso das famílias, dividir a vacina MMR em cinco consultas distintas, como sugeriu Trump, significa multiplicar gastos com coparticipação, transporte e eventuais dias de trabalho perdidos.
Quem é afetado
• Pais e responsáveis — teriam de arcar com mais visitas a clínicas, impactando despesas médicas e tempo produtivo.
• Sistemas de saúde — poderiam sofrer aumento de demanda por consultas extras, elevando custos operacionais.
• Setor farmacêutico — movimentações de mercado em torno de fabricantes de vacinas e analgésicos podem afetar ações, monitoradas por investidores de olho em oportunidades de curto prazo.
O que foi dito
Na publicação, Trump escreveu: “Mulheres grávidas, não usem Tylenol a não ser que seja absolutamente necessário […] dividam a vacina MMR em três vacinas totalmente separadas […] tomem a vacina em 5 consultas médicas separadas!”.
Grupos médicos reagiram afirmando que o acetaminofeno — substância ativa do paracetamol — é considerado seguro “há décadas”, quando prescrito corretamente. Segundo especialistas, a recomendação de múltiplas consultas cria uma “barreira de acesso” e pode reduzir a adesão vacinal, potencialmente elevando o custo social de surtos de doenças como sarampo.
Impacto no orçamento
• Visitas extras: em média, cada consulta pediátrica nos EUA custa entre US$ 100 e US$ 200. Cinco atendimentos para completar o esquema implicariam de US$ 500 a US$ 1.000 por criança.
• Dias de trabalho perdidos: mais idas ao médico aumentam horas fora do emprego, afetando quem depende de renda variável ou turnos adicionais para complementar ganhos.
• Seguro-saúde: franquias e coparticipações podem subir, pressionando famílias a reverem investimentos ou reservas destinadas a projetos de renda extra.
Imagem: Internet
Embora a Casa Branca não tenha comentado o impacto econômico, o diretório dos Institutos Nacionais de Saúde informou à mídia que existe apenas “associação, não ligação comprovada” entre paracetamol e autismo, reforçando que gestantes devem seguir orientação médica individualizada.
Próximos passos: analistas de saúde pública alertam que qualquer alteração no calendário vacinal exige avaliação de custo-benefício pela Agência de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA). Até lá, recomendações oficiais permanecem inalteradas, mas a divulgação de orientações paralelas pode gerar despesas adicionais inesperadas para famílias que buscam proteção sanitária sem comprometer o orçamento.
Fim.
Com informações de InfoMoney
Compartilhe este conteúdo:



