Nova regra de crédito pode injetar R$ 20 bi e baratear financiamentos imobiliários já em 2024
Quem busca um financiamento imobiliário ou novas linhas de crédito terá, nos próximos meses, um cenário potencialmente mais barato e com oferta ampliada. O governo Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que o novo modelo de crédito habitacional lastreado na poupança começará a ser testado imediatamente, destravando pelo menos R$ 20 bilhões para circulação na economia.
O desenho foi elaborado pelo Banco Central em parceria com o Ministério das Cidades, Ministério da Fazenda e Caixa Econômica Federal. O objetivo é alterar a forma como os depósitos da poupança são direcionados para o mercado de habitação, liberando recursos que os bancos poderão utilizar livremente por até cinco anos.
Como funciona a liberação de recursos
Hoje, 65% dos depósitos em poupança financiam imóveis, 20% ficam retidos como depósito compulsório no Banco Central e 15% podem ser usados livremente pelos bancos. Com a nova regra de teste, 5 pontos percentuais do compulsório serão liberados para as instituições que ampliarem o crédito imobiliário, reduzindo a retenção de 20% para 15%.
A cada R$ 1 concedido em financiamento habitacional, o banco ganha acesso à mesma quantia da poupança para empregar em outras operações mais rentáveis durante um período de cinco anos. Após esse prazo, será necessário conceder novo crédito imobiliário para renovar a permissão.
Impacto direto no bolso do consumidor
Segundo técnicos envolvidos, o teste — válido até o fim de 2026 e com adoção plena em 2027 — pode liberar de R$ 20 bi a R$ 37,5 bi em recursos, a depender do apetite dos bancos. A expectativa é que parte desse montante seja usada para reduzir as taxas dos financiamentos imobiliários, já que as instituições poderão compensar a margem em operações livres.
Do total destravado, 80% deverá ser destinado ao Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que possui teto de juros de 12% ao ano mais TR e financia imóveis de até R$ 1,5 milhão. Os 20% restantes poderão ser aplicados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), sem limite de taxa.
Imagem: Internet
Calendário e próximos passos
Para entrar em vigor, a medida precisa ser aprovada em reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional (CMN), prevista para esta semana, seguida de resolução do Banco Central. Com a sinalização positiva do Planalto, os testes começarão imediatamente após a publicação das normas.
Em simulações internas, a exigibilidade de aplicação em crédito imobiliário pelos bancos pode crescer de R$ 90 bi para R$ 200 bi em dois anos, caso o modelo seja adotado integralmente.
Para quem planeja comprar a casa própria ou reestruturar suas finanças, a expectativa de juros menores e maior oferta de crédito poderá abrir espaço para negociar melhores condições e, assim, manter mais dinheiro no orçamento mensal.
Com informações de InfoMoney
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