Mais dinheiro no bolso? Lira pressiona Senado a aprovar isenção do IR que pode turbinar renda dos trabalhadores

Brasília, 2024 – Quem busca aumentar a renda líquida a partir de 2026 deve ficar de olho no debate do Imposto de Renda no Congresso. O ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) pediu nesta segunda-feira (27) que o Senado aprove sem “politicagem” o projeto de isenção do IR aprovado pelos deputados, medida que libera mais dinheiro do salário para consumo, investimento ou quitação de dívidas.

O que está em jogo

O texto, aprovado na Câmara por unanimidade (493 votos), zera a alíquota para faixas mais baixas de rendimento e cria taxa mínima de 10% apenas para quem recebe acima de R$ 50 mil mensais. A compensação virá justamente desse grupo de alta renda, permitindo que trabalhadores de menor e médio poder aquisitivo tenham alívio tributário significativo – uma “renda extra” mensal sem necessidade de trabalho adicional.

Quem decide agora

No Senado, a relatoria ficou a cargo do senador Renan Calheiros (MDB-AL), adversário político de Lira em Alagoas e presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Renan chegou a articular um projeto alternativo de isenção enquanto a Câmara ainda discutia a proposta atual. Lira quer evitar mudanças que atrasem ou diluam o benefício fiscal.

Por que a pressa

O Palácio do Planalto planeja que a nova faixa de isenção já seja aplicada na declaração de 2026, ano eleitoral. Para isso, o texto precisa ser votado pelo Senado ainda em 2024 e seguir para sanção presidencial. Qualquer atraso pode empurrar a entrada em vigor para 2027, reduzindo a expectativa de renda disponível para milhões de contribuintes.

Impacto no bolso

Com a isenção, trabalhadores atualmente tributados na base do IR podem economizar centenas ou até milhares de reais por ano, valor que pode ser redirecionado para poupança, investimentos em renda variável, reserva de emergência ou até quitar dívidas caras. Já o novo patamar de 10% para altos salários preserva a arrecadação e mantém o equilíbrio fiscal, ponto defendido por Lira como fruto de “muito trabalho e diálogo” com o governo.

Enquanto a disputa política segue, o contribuinte acompanha de perto: cada semana de atraso no Senado pode adiar a possibilidade de maior renda líquida em 2026.

Com informações de InfoMoney

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