Interceptação de deputada aciona assistência consular: entenda o gasto público por trás da operação
Brasília, 17 abr – O pedido de assistência à deputada Luizianne Lins (PT-CE), detida nesta quarta-feira (17) após a Marinha de Israel interceptar embarcações da Flotilha Global Sumud que levavam ajuda humanitária à Faixa de Gaza, coloca em movimento a estrutura de atendimento consular brasileira – serviço financiado pelo orçamento público e, portanto, pelos impostos pagos pelos contribuintes.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), informou ter acionado o chanceler Mauro Vieira “solicitando todo o apoio do ministério” para garantir a libertação da parlamentar. “Vamos procurar, dentro do que couber à Presidência da Câmara, dar todo o apoio para que a parlamentar possa restabelecer suas condições de liberdade”, disse Motta no plenário durante a votação da ampliação do Imposto de Renda.
Segundo o deputado, a notícia da detenção foi recebida com surpresa. Na semana passada, ele havia concedido licença temporária para que Luizianne participasse da missão humanitária. Além da deputada, a flotilha contava com outros brasileiros, incluindo uma vereadora do PSOL.
No plenário, Erika Kokay (PT-DF) defendeu a colega, lembrando que a operação tinha caráter “absolutamente humanitário e pacífico” e levava suprimentos essenciais ao povo palestino. A parlamentar pediu que a Câmara acompanhe o caso de perto.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que “acompanha com preocupação” a interceptação e “deplora a ação militar de Israel”, ressaltando que a segurança dos detidos passa a ser responsabilidade do Estado israelense. Ainda segundo o Itamaraty, as restrições à entrada de ajuda humanitária em Gaza precisam ser suspensas “imediatamente”.
Imagem: Internet
Do ponto de vista fiscal, a mobilização de diplomatas, deslocamentos e eventuais custos de repatriação são cobertos pela dotação orçamentária destinada ao atendimento consular, reforçando o impacto direto de operações internacionais sobre os cofres públicos.
Com informações de InfoMoney
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