Governo inclui novos transplantes no SUS e poupa famílias de altos custos médicos

Brasília, 25 de agosto de 2023 – O Brasil registrou 14.904 transplantes apenas no primeiro semestre, o maior volume da série histórica e 21% acima de 2022, informou o Ministério da Saúde. O avanço não elimina, porém, a espera de 80 mil pacientes por um órgão, cenário que motivou a criação da Política Nacional de Doação e Transplantes (PNDT).

Procedimentos agora cobertos pelo SUS

A portaria assinada pela pasta regulamenta transplantes de intestino delgado e multivisceral, agora incluídos no Sistema Único de Saúde. A medida reduz a necessidade de tratamentos particulares, aliviando o orçamento de famílias que não teriam como arcar com cirurgias complexas fora da rede pública.

O texto também incorpora o uso rotineiro da membrana amniótica – tecido obtido da placenta após o parto – para tratar pacientes queimados, especialmente crianças, e autoriza a realização de prova cruzada virtual para avaliar compatibilidade entre doador e receptor. Esses procedimentos passam a ser financiados pelo SUS, evitando gastos diretos do paciente.

Fila segue alta e dependente da decisão familiar

Mesmo com o recorde de cirurgias, 45% das famílias ainda recusam a doação de órgãos do parente falecido, percentual atribuído, segundo o nefrologista José Medina Pestana, do Hospital do Rim (SP), à falta de conversa prévia sobre o tema. Para reduzir a recusa e acelerar os transplantes — etapa que, além de salvar vidas, diminui custos prolongados de tratamento — o ministério lançou nova campanha de conscientização.

O objetivo é incentivar que possíveis doadores comuniquem sua decisão aos parentes, já que a autorização final é familiar. A pasta espera que o aumento de doações amplie o número de cirurgias e, consequentemente, diminua despesas públicas e privadas com longas internações.

Com informações de InfoMoney

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