Google libera “Fontes Preferidas” e abre nova rota de renda para criadores que conquistarem o opt-in do público
Google iniciou, em setembro de 2025, a liberação do recurso Preferred Sources (“Fontes Preferidas”) para usuários nos Estados Unidos e na Índia. A novidade permite que cada pessoa selecione quais veículos aparecerão no carrossel Top Stories, alterando a dinâmica de visibilidade — e, por consequência, de monetização — em todo o ecossistema de conteúdo digital.
O que muda para quem ganha dinheiro com conteúdo
Até agora, produtores dependiam quase exclusivamente do algoritmo de ranqueamento para atrair tráfego orgânico e receita via anúncios, afiliados ou vendas próprias. Com o modelo de opt-in direto, a audiência passa a decidir quem continuará aparecendo, obrigando blogs, newsletters e canais independentes a disputar um “lugar fixo” na tela do leitor.
Quem, quando, onde
Quem: todos os usuários do buscador nos EUA e na Índia, com previsão de expansão global.
Quando: rollout começou no início de setembro de 2025.
Onde: app e versão web do Google Notícias e do carrossel Top Stories.
Por que importa para sua renda extra
Menos impressões significam menos cliques, o que reduz ganhos provenientes de AdSense, patrocínios e links de afiliado. Por outro lado, quem conseguir ser escolhido como fonte preferida terá tráfego qualificado recorrente, aumentando a estabilidade financeira do projeto — um diferencial valioso para pequenos criadores e microempresas que dependem de receita online.
Como adaptar sua estratégia
1. Chamada para ação direta: insira “Faça do nosso site sua fonte preferida no Google” no rodapé de e-mails, páginas de recursos e artigos mais acessados.
2. Fidelização via comunidade: ofereça newsletters exclusivas, grupo no Telegram ou fórum fechado para estimular retorno e confiança.
3. Conteúdo de valor comprovado: substitua páginas “finas” ou criadas somente para SEO por guias aprofundados com dados proprietários — prática que também protege contra a recente atualização de spam de agosto de 2025.
Atualização de spam reforça aviso
No fim de agosto, o Google começou a distribuir seu primeiro spam update em oito meses, mirando conteúdo oculto, sites invadidos e textos gerados por IA sem substância. Plataformas legítimas, porém excessivamente otimizadas, também relatam queda de tráfego. A tolerância a conteúdo produzido “para a máquina” diminuiu, reforçando a necessidade de material relevante se a meta é manter receita publicitária.
Imagem: Internet
Próximos passos para monetização sustentável
• Auditoria de qualidade: revise links internos, exclua artigos rasos e insira perspectivas próprias para manter autoridade.
• Programa de afiliados + opt-in: combine indicação de produtos financeiros ou cursos com o pedido de cadastro como fonte preferida, criando dupla fonte de renda.
• Monitoramento constante: use ferramentas de rank tracking para detectar queda repentina e agir antes que afete o caixa.
Com o controle passando das mãos do algoritmo para o usuário, transformar-se em “fonte favorita” pode ser o diferencial entre receita crescente e páginas vazias. Para quem vive — ou quer viver — de conteúdo, a corrida pelo opt-in começou.
Com informações de Neil Patel
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