Goldman Sachs vê retorno real de 14,3% na Auren e reforça Eletrobras; sinal verde para quem busca renda extra com ações

Investidores em busca de novas fontes de renda no mercado de ações ganharam dois destaques no mais recente relatório do Goldman Sachs. O banco norte-americano iniciou cobertura da Auren Energia (AURE3) com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 13,50, projetando retorno real de 14,3%. Já para a Engie Brasil (EGIE3) a indicação foi de venda, com preço-alvo de R$ 38,00 e retorno estimado de 7,9%.

Às 11h57 do pregão de hoje, AURE3 avançava 4,34%, cotada a R$ 10,58, enquanto EGIE3 subia 0,75%, negociada a R$ 40,45.

Por que a Auren entrou no radar de quem quer ganhar mais

Segundo o Goldman, a Auren oferece exposição interessante aos preços futuros de energia. Mesmo com a maior parte da geração de curto prazo já vendida em contratos (PPAs), o banco vê potencial significativo de valorização do ativo. A projeção de fluxo de caixa livre robusto nos próximos dois anos tende a reduzir a alavancagem de cerca de 5 vezes dívida líquida/EBITDA, abrindo espaço para que parte desse valor seja transferido ao acionista no médio prazo.

Engie: avaliação considerada esticada

Para a Engie, o Goldman alerta que os múltiplos atuais limitam o potencial de alta. Após anos de investimentos em renováveis, o banco vê pouco espaço para elevação dos dividendos a partir de 2026. Ainda assim, preços de energia acima das estimativas poderiam trazer ganhos adicionais.

Eletrobras segue como aposta principal

No mesmo relatório, a Eletrobras (ELET3) foi mantida como a principal escolha entre as geradoras, combinando carteira de geração menos contratada e retorno real de 13,8%. A instituição também projeta dividend yield em dois dígitos nos próximos anos, sinalizando oportunidade atrativa para quem busca reforçar a renda passiva.

Copel (CPLE6), Equatorial (EQTL3) e Sabesp (SBSP3) também figuram entre as preferências do banco no setor de utilities.

Cenário de preços de energia

O Goldman trabalha com preços médios de R$ 220 por MWh entre 2026 e 2028 e R$ 200 por MWh a partir de então, em termos reais — patamares 9% acima da curva futura de cinco anos, mas ainda 20% a 50% inferiores aos preços praticados na Europa e nos Estados Unidos.

Para o investidor focado em renda extra, o relatório reforça a importância de avaliar não apenas dividendos imediatos, mas também o potencial de valorização e geração de caixa das companhias do setor elétrico.

Com informações de InfoMoney

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