Ex-economista do Citi chama ouro de “bolha de 6 mil anos” e diz que é hora de vender
Quem mantém ouro na carteira para proteger patrimônio ou gerar renda extra recebeu um alerta direto. Willem Buiter, ex-economista-chefe global do Citigroup e ex-membro do Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra, classificou o metal precioso como uma “bolha de 6 mil anos” sem valor intrínseco significativo e recomendou a venda imediata das reservas.
Preço rompe US$ 4.000 e desperta preocupação
No artigo publicado na última sexta-feira (10) no Financial Times, Buiter observou que a cotação ultrapassou US$ 4.000 a onça após avançar mais de 50 % no ano. Para o economista, essa valorização é irracional e se sustenta apenas pela percepção histórica de reserva de valor, o que coloca investidores – individuais ou institucionais – sob risco de perda.
Argumento central: “Nenhum banco central deveria manter ouro”
Buiter defendeu que bancos centrais não concentrem recursos em um único ativo físico de “valor intrínseco desprezível” e alta volatilidade. Segundo ele, o mundo continua “prisioneiro da história” ao enxergar o ouro como proteção financeira.
Comparando o metal ao Bitcoin, o ex-Citi destacou que ambos dependem de confiança de mercado para se valorizar, mas reforçou que criptomoedas oferecem, ao menos, utilidade como meio de pagamento – algo que o ouro não entrega na economia digital.
Custo de produção é visto como desperdício
Citando dados do World Gold Council, Buiter lembrou que produzir uma onça de ouro custa cerca de US$ 1.500, com 5 mil toneladas extraídas anualmente. Ele classificou esse gasto como desperdício de recursos que poderiam ser direcionados a ativos com retorno econômico mensurável.
Imagem: Internet
Participação do metal nas reservas oficiais cresce
Desde 2022, bancos centrais adicionam mais de 1.000 toneladas de ouro por ano, fazendo o metal representar aproximadamente 20 % das reservas globais no fim de 2024 – acima da fatia em euros, estimada em 16 %. Na visão do ex-Banco da Inglaterra, não há justificativa econômica para manter o ouro como pilar das reservas. “Os bancos centrais deveriam vender o máximo possível a investidores privados dispostos a correr o risco de perder tudo”, escreveu.
O posicionamento de Buiter reacende o debate sobre a utilidade do ouro na formação de patrimônio e pode influenciar estratégias de quem busca diversificar investimentos em busca de renda ou proteção.
Com informações de InfoMoney
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