Como economizar até R$ 3,4 mil ao comprar iPhone fora do Brasil – e o que pode anular o desconto

Trazer um iPhone da próxima viagem internacional pode representar uma economia relevante no orçamento pessoal, mas só se o consumidor calcular todos os custos envolvidos antes de fechar a compra.

Diferença de preços chega a 43%

Levantamento de Fabricio Oliveira, da XP International, mostra que, em 17 anos, o preço do iPhone quase triplicou no Brasil, enquanto a alta nos Estados Unidos ficou em 80%. Hoje, um iPhone 17 anunciado por US$ 799 nos EUA pode sair por cerca de US$ 863 já com a sales tax (aprox. 8%). Ao câmbio atual, isso equivale a R$ 4.574. O mesmo modelo chega às lojas brasileiras por cerca de R$ 7.999, diferença de R$ 3.425 que pode virar “renda extra” no bolso de quem compra fora.

Impostos de importação mudam o jogo

João Maykon Gomes Lopes, da Viacredi, lembra que a Receita Federal isenta de tributos um único celular dentro da cota de US$ 1.000 por viajante. Acima desse limite, a tributação é de 50% sobre o valor excedente, além de risco de multa e apreensão. Portanto, a vantagem só se mantém se o aparelho ficar dentro da franquia.

Custo do câmbio e do cartão

A operação em cartão de crédito no exterior embute IOF de 4,38% e spread cambial das operadoras. Segundo o consultor Rafael Gonçalves, da W1 Consultoria, essas taxas podem reduzir boa parte da economia estimada, principalmente quando o dólar está em alta.

Garantia e compatibilidade técnica

Outro ponto que afeta o “ganho” financeiro é a assistência técnica. Aparelhos adquiridos fora podem não ter garantia válida no Brasil, alerta João Maykon. Além disso, alguns modelos vendidos nos EUA operam apenas com eSIM ou utilizam bandas incompatíveis com parte das operadoras brasileiras, segundo o planejador financeiro Jeff Patzlaff, CFP. Caso seja necessário trocar o aparelho ou consertá-lo, o gasto adicional pode eliminar a vantagem de preço.

Parcelamento versus pagamento à vista

Se o valor final no exterior ficar próximo ao preço doméstico, Rafael Gonçalves observa que comprar no Brasil pode ser mais conveniente por permitir parcelar em até 12 vezes sem juros, reduzindo impacto no fluxo de caixa pessoal.

Para quem busca cortar custos e direcionar a diferença para investimentos ou quitar dívidas, comprar o iPhone fora do país continua sendo uma oportunidade de economia — desde que o viajante se mantenha dentro da cota, pague à vista em moeda estrangeira e traga nota fiscal para evitar problemas na alfândega.

Com informações de InfoMoney

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