Dólar recua com ‘risco Trump’ e euro chega ao maior nível desde 2021; veja o que isso significa para quem busca ganhar mais com câmbio e investimentos

O mercado financeiro global volta a monitorar o chamado “risco Trump”, que já provoca reflexos diretos no bolso de quem lida com câmbio e investimentos. Nos últimos pregões, o dólar perdeu força enquanto o euro alcançou o patamar mais alto desde 2021, resultado de dúvidas sobre a política monetária dos Estados Unidos e de temores de maior interferência política no Federal Reserve (Fed).

O que está acontecendo

Duas frentes explicam o movimento:

1. Indicadores de emprego nos EUA abriram espaço para possíveis cortes de juros pelo Fed, diminuindo a atratividade do dólar.
2. A política tarifária de Donald Trump, somada a questionamentos sobre a autonomia do banco central americano, reacendeu incertezas sobre a credibilidade da moeda norte-americana.

A combinação de juros menores e receio de ingerência política costuma enfraquecer a divisa de referência e impulsionar capitais para outras regiões, inclusive mercados emergentes.

Por que investidores se mexem

Historicamente, sempre que a independência de um banco central é colocada em dúvida, a moeda local perde valor rapidamente — o caso recente da Turquia é citado como alerta. Com o dólar em baixa, gestores redirecionam recursos para ativos de risco fora dos Estados Unidos, favorecendo o euro e ampliando a busca por diversificação global.

De acordo com Aurélio Bicalho, economista-chefe da Vinland Capital, parte do mercado reage de forma mais intensa às tarifas de Trump do que às últimas tensões geopolíticas. Para ele, a ausência dos EUA como “polícia do mundo” durante o governo Biden elevou incertezas, enquanto um eventual retorno de Trump, embora controverso, reduz parte desse ruído imediato.

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Imagem: Internet

Efeito prático para quem busca renda extra

Um dólar mais fraco faz diferença para brasileiros que recebem em moeda estrangeira, planejam viagens ou avaliam transferir parte do patrimônio para fora. Ao mesmo tempo, a alta do euro pode favorecer quem já mantém aplicações vinculadas à moeda europeia, ampliando ganhos em reais.

Reflexos no Brasil

No mercado doméstico, a B3 renovou recordes recentes mesmo sob incertezas fiscais. Segundo Bicalho, os investidores parecem antecipar não os ruídos de curto prazo, mas a transição política prevista para 2026, aproveitando o carrego positivo até lá. Ainda assim, o economista lembra que o “nó” brasileiro segue fiscal, com dívida pública elevada e carga tributária em alta.

Para quem busca oportunidades, o cenário combina dólar em queda, euro valorizado e maior fluxo para emergentes — fatores que podem mexer com retornos de aplicações internacionais, fundos cambiais e ações brasileiras.

Com informações de InfoMoney

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