Crise do metanol: Tarcísio pede desculpas e sinaliza ações para proteger o faturamento de bares e distribuidores
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, pediu desculpas publicamente após minimizar, em coletiva de imprensa, o impacto da crise do metanol sobre o mercado de bebidas. A fala repercutiu entre pequenos bares, restaurantes e distribuidores que viram as vendas despencarem nas últimas semanas, afetando diretamente o fluxo de caixa e as oportunidades de renda extra desses negócios.
Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta semana, o governador afirmou que “brincou” ao dizer que só se preocuparia caso a falsificação atingisse a Coca-Cola. Segundo ele, a declaração foi “mal-interpretada” e não cabia diante da gravidade do episódio, que já provocou três mortes confirmadas e 18 casos de intoxicação no Estado.
Tarcísio direcionou o pedido de perdão a três públicos-chave:
- familiares das vítimas;
- consumidores impactados;
- comerciantes que sofrem queda de receita pela retração no consumo de bebidas.
O governador informou que o Executivo paulista vem adotando fiscalizações, testes de laboratório e bloqueios de lotes suspeitos para frear a contaminação e restabelecer a confiança dos clientes, condição essencial para que bares e vendedores retomem o faturamento.
Situação sanitária e impacto econômico
De acordo com o último boletim da Secretaria de Estado da Saúde (SES), São Paulo soma 176 notificações de possíveis intoxicações por metanol. Do total:
Imagem: Internet
- 18 foram confirmadas – aumento de três casos em relação ao boletim anterior;
- 158 seguem em investigação, incluindo sete óbitos em análise;
- 38 já foram descartadas;
- 35 novas ocorrências entraram em apuração.
Enquanto o risco sanitário afugenta consumidores de destilados e licores — itens que garantem alta margem de lucro em bares — empresários relatam redução na circulação de caixa e adiamento de investimentos. A expectativa é que a intensificação da fiscalização e a comunicação oficial do governo acelerem a recuperação nas vendas, evitando maiores perdas no setor de alimentação fora do lar.
Com informações de InfoMoney
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