US$ 2,6 bilhões em risco: corte na Harvard pode redirecionar bolsas de estudo e oportunidades de financiamento
Washington, 09 out (HHS) – O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (HHS) encaminhou a Universidade de Harvard para procedimentos de suspensão e exclusão de contratos com o governo, movimento que ameaça bloquear todo o fluxo de recursos federais, hoje superior a US$ 2,6 bilhões em bolsas de pesquisa e auxílio estudantil.
A decisão, anunciada na segunda-feira, dá à instituição 20 dias para solicitar audiência perante um juiz administrativo do próprio HHS. Caso Harvard não reverta a medida, ficará impedida por tempo indeterminado de firmar novos contratos ou receber qualquer verba federal – situação que inclui programas de bolsas como Fulbright e Harry S. Truman, usados por estudantes que buscam aliviar custos e ampliar a renda acadêmica.
Impacto direto em bolsas e renda estudantil
O bloqueio atinge não apenas projetos de pesquisa, mas também empréstimos e auxílios que complementam a renda de milhares de alunos. Sem acesso ao financiamento público, estudantes perderiam uma fonte estratégica de custeio que, muitas vezes, viabiliza trabalhos remunerados de pesquisa e monitoria dentro do campus.
O corte vem após o congelamento prévio de US$ 2,6 bilhões determinado pela administração Trump e liberações pontuais – na semana passada, US$ 46 milhões foram desbloqueados por ordem judicial. Agora, o governo intensifica a pressão ao acusar a universidade de “cooperação insuficiente” em investigações de direitos civis e de lidar com denúncias de antissemitismo com “indiferença deliberada”.
Quem pode ganhar com o redirecionamento de verba
Analistas de educação observam que, se a exclusão for confirmada, os recursos retidos poderão ser redistribuídos a outras universidades ou programas governamentais, criando novas janelas de financiamento para pesquisadores e estudantes de baixa renda. “É a segunda maior alavanca de pressão sobre Harvard; a maior seria retirar seu status de isenção fiscal”, avaliou Robert Kelchen, professor da Universidade do Tennessee.
Imagem: Internet
O cenário abre espaço para instituições menores pleitearem verbas antes concentradas na Ivy League, o que pode ampliar a oferta de bolsas de estudo, vagas de pesquisa remunerada e projetos financiados em todo o país.
Harvard não comentou a decisão até o momento.
Com informações de InfoMoney
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