Câmara barra aumento alternativo ao IOF e deixa rombo de R$ 17 bi no Orçamento de 2026

A Câmara dos Deputados retirou de votação, na noite desta quarta-feira (8), a Medida Provisória 1.303/2025, que trocava a alta prevista do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) por elevação de alíquotas em outros tributos.

A manobra, articulada por parlamentares do Centrão e da bancada ruralista, frustrou o plano econômico do governo Luiz Inácio Lula da Silva, que contava com a proposta para reforçar o caixa em 2026.

Quem perde e quem ganha com a decisão

Segundo cálculos do Ministério da Fazenda, a derrubada da MP retira pelo menos R$ 17 bilhões da projeção de arrecadação do próximo ano. O Palácio do Planalto sustentava que o texto concentrava a cobrança no 1% mais rico e não ampliaria o peso dos impostos sobre a maioria da população.

Como foi o processo até a retirada

Na terça-feira (7), a MP passou por comissão mista por apenas um voto de diferença — 13 a 12. Mesmo assim, a resistência de deputados contrários ao aumento de carga tributária sobre setores produtivos levou à retirada da pauta no plenário da Câmara antes do prazo final de votação, que se encerraria às 23h59 de quarta.

Próximos passos para fechar as contas

Com a medida fora da pauta, o texto não chegará ao Senado e perde validade automaticamente. Agora, o Executivo terá de buscar novas iniciativas legislativas ou ajustes fiscais para cobrir o buraco de R$ 17 bilhões e manter a meta de equilíbrio das contas públicas.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já sinalizou que retornará à mesa com o presidente Lula para discutir alternativas de receita.

Com informações de InfoMoney

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