Brasileira expõe como fortuna de bilionário foi usada para abusos; entenda lições sobre poder financeiro e proteção de patrimônio

Quem: A brasileira Marina Lacerda, hoje com 37 anos.

O quê: Ela relata ter sido abusada sexualmente pelo financista Jeffrey Epstein a partir dos 14 anos.

Quando e onde: Os encontros teriam começado em 2002, na residência do bilionário em Nova York (EUA).

Como: Segundo Marina, os contatos começaram com convites para “massagens” pagos em dinheiro vivo, evoluindo gradualmente para atos sexuais forçados.

Por quê isso importa para o leitor focado em finanças: O caso evidencia como grandes fortunas podem ser empregadas para aliciar vítimas, pagar “gratificações” imediatas e financiar acordos judiciais que postergam punições. Também demonstra a importância de conhecer instrumentos legais que podem assegurar indenizações e responsabilizar espólios de criminosos.

Pagamentos em espécie serviam de isca

Marina contou ao programa Fantástico, da TV Globo, que recebeu dinheiro do próprio Epstein logo após a primeira sessão de massagem. O valor não foi divulgado, mas o gesto evidenciava a estratégia do bilionário de transformar recompensas financeiras rápidas em mecanismo de coerção.

Acordo judicial questionado: 13 meses de pena

Epstein, cuja fortuna estava estimada em bilhões de dólares, fechou em 2008 um acordo que lhe rendeu apenas 13 meses de prisão em regime semiaberto por exploração sexual de menores, além da inclusão de seu nome no registro de criminosos sexuais dos EUA. Em 2019, um juiz da Flórida declarou o pacto ilegal.

Impacto financeiro após a morte

Com a morte de Epstein em 2019, as acusações criminais foram arquivadas, mas as investigações sobre eventuais cúmplices continuaram. O espólio do magnata segue alvo de ações civis movidas por vítimas que buscam compensação – um alerta de que mesmo grandes patrimônios podem ser alcançados pela Justiça e transformados em indenizações.

Investigação atinge rede de poder e patrimônio

A ex-namorada de Epstein, Ghislaine Maxwell, foi condenada a 20 anos de prisão em 2022 por envolvimento no esquema. Autoridades americanas também analisam transações financeiras que teriam sustentado a logística de recrutamento das jovens.

Lição para quem busca segurança financeira: o caso mostra que conhecer seus direitos e os caminhos legais para reparação pode transformar uma situação de vulnerabilidade em eventual compensação financeira. Além disso, reforça a importância de mecanismos de compliance e transparência patrimonial para evitar o uso de fortunas em práticas ilícitas.

Fim.

Com informações de InfoMoney

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