Bolada de até R$ 300 milhões por ano: novo nome do Maracanã vira máquina de receita para Flamengo e Fluminense

Quem busca inspiração para turbinar a própria renda deve ficar de olho no movimento que envolve o Estádio do Maracanã. Depois de oito meses de negociações, o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, confirmou ao Conselho Deliberativo que três empresas disputam os naming rights do templo do futebol carioca.

Valor em jogo: projeções de mercado indicam que o contrato pode render entre R$ 200 milhões e R$ 300 milhões por ano. Pelo acerto preliminar, Flamengo e Fluminense — que administram o estádio por meio do Consórcio Fla-Flu até 2046 — ficam, cada um, com no mínimo 25% dessa quantia.

Por que agora? O processo só avançou depois de autorização formal do Governo do Estado, responsável pelo complexo esportivo. Assim que o contrato for assinado, a marca vencedora poderá estampar imediatamente o novo nome do estádio.

Como o negócio vira renda extra

Além da fatia direta da negociação, os clubes veem outro ganho estratégico: incremento na receita operacional dos jogos. A expectativa é de mais ativações, patrocínios pontuais e eventos que elevem o tíquete médio dos torcedores, potencializando a grana que entra em dias de partida.

Desafio de marketing: fazer o nome “pegar”

Especialistas em marketing esportivo, como Ivan Martinho (ESPM), ressaltam que o peso simbólico do Maracanã não é obstáculo, mas ativo. A marca que levar o contrato garante menção constante em transmissões, material oficial e, principalmente, associação emocional com um dos palcos mais icônicos do futebol mundial.

Para Thales Rangel Mafia, gerente de marketing da Multimarcas Consórcios, a vitrine é global: a empresa vincula sua imagem a décadas de história e paixão, conectando-se diretamente à emoção de milhões de brasileiros.

Anderson Nunes, head de negócios da Casa de Apostas — detentora dos naming rights da Arena Fonte Nova e da Arena das Dunas — lembra que o modelo ainda tem espaço para crescer no Brasil. O sucesso, diz ele, depende da maneira como a marca ativa o estádio no dia a dia, transformando o Maracanã em um “embaixador vivo”.

Ativação é o segredo do retorno

O consenso entre os profissionais é claro: sem ações criativas, o investimento corre o risco de cair no esquecimento. Campanhas dentro e fora do estádio, experiências para torcedores e integração nas redes sociais são apontadas como cruciais para converter o naming right em retorno efetivo — lição que vale para qualquer pessoa ou empresa que queira monetizar um ativo de alto valor simbólico.

Com cifras que rivalizam os maiores patrocínios do futebol brasileiro, a venda do novo nome do Maracanã promete inaugurar um patamar inédito de faturamento para clubes e parceiros, mostrando que tradição e negócio podem — e devem — andar juntos quando o objetivo é gerar receita recorrente.

Com informações de InfoMoney

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