Bebidas adulteradas travam renda de bares em SP: 5,5 mil garrafas lacradas e prejuízo imediato
Quem vende bebida para complementar a renda precisa redobrar a atenção. Na quinta-feira (2), uma força-tarefa estadual interditou três novos pontos de venda de bebidas adulteradas em Osasco e nas zonas Sul e Leste da capital paulista, totalizando nove estabelecimentos fechados somente nesta semana.
A operação, conduzida pelas secretarias estaduais da Saúde, Segurança Pública, Fazenda e Justiça, é resposta aos recentes casos de intoxicação por metanol em São Paulo. O fechamento imediato representa perda de estoque, faturamento e, em alguns casos, a fonte principal de renda dos proprietários.
O que foi lacrado e onde
No bairro MBoi Mirim, zona Sul da capital, uma adega foi totalmente interditada após a Vigilância Sanitária constatar má higienização, presença de pragas e produtos fora da validade. O órgão lacrou 5.585 garrafas de destilados, enquanto a Polícia Civil recolheu seis caixas de vodka (57 garrafas) para análise — todas do mesmo lote de uma distribuidora fechada em Barueri no dia anterior.
Na zona Leste, em Cidade Líder, uma distribuidora teve 211 produtos lacrados por suspeita de contaminação. A empresa foi autuada, mas segue funcionando com o restante do estoque autorizado.
Em Osasco, a Vigilância Sanitária determinou a interdição total de duas adegas, também por irregularidades que vão de má conservação a origem duvidosa das bebidas.
Imagem: Internet
Risco financeiro e sanitário
Além do prejuízo imediato com a perda de mercadoria, os comerciantes podem enfrentar multas, processos e dificuldades de retomada das atividades. Para quem depende da venda de bebidas como fonte de renda extra ou principal, a recomendação oficial é manter notas fiscais, verificar selos e fornecedores registrados para evitar contaminação de clientes e bloqueios de estoque.
Como denunciar
Consumidores e lojistas podem relatar suspeitas pelo Disque Denúncia 181 ou no site da Polícia Civil. O Procon recebe registros no 151 e em seu portal, que ganhou atalho específico para casos de bebida adulterada.
Com informações de InfoMoney
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