Demanda emergente: atraso de 65% das empresas na reforma tributária cria chance real de renda extra para consultores e especialistas

Com menos de três meses para o início da fase de testes da reforma tributária, 65% das empresas brasileiras ainda não passaram do estágio de planejamento ou sequer iniciaram a adaptação ao novo sistema de impostos. O dado, revelado por estudo da Thomson Reuters, acende um alerta e, ao mesmo tempo, abre um mercado bilionário para profissionais que buscam renda extra em consultoria fiscal, tecnologia e gestão financeira.

Quem está atrasado e por que isso vira oportunidade

O levantamento, realizado entre julho e agosto com profissionais da área tributária corporativa, indica que apenas 35% das companhias avançaram de fato nos ajustes internos. Entre as restantes, 63% continuam nas etapas iniciais, enquanto uma parcela menor nem começou o processo.

Para quem atua — ou deseja atuar — como consultor, analista tributário, desenvolvedor de software fiscal ou integrador de sistemas, o cenário aponta forte demanda imediata. Edinilson Apolinário, líder da área de reforma tributária da Thomson Reuters, ressalta que “a preparação é essencial, já que o novo sistema será totalmente digital e exigirá integração entre áreas antes separadas”.

Digitalização total exige mão de obra especializada

Segundo o estudo, 66% dos entrevistados consideram “difícil, porém decisivo” adaptar documentos fiscais eletrônicos aos novos tributos — IBS, CBS e IS. A tarefa exige revisão de ERPs, CRMs e plataformas de logística. Isso significa que desenvolvedores, analistas de dados e profissionais de TI com conhecimento tributário terão espaço para projetos, freelancer ou contratos fixos.

Serviços externos já em alta

A pesquisa mostra que 27,9% das empresas contrataram consultorias especializadas para medir impacto de preços e contratos, e mais da metade busca apoio externo para decifrar as novas regras. Esse movimento reforça a urgência por prestadores qualificados, transformando conhecimento em uma fonte de receita adicional.

Prazos que pressionam — e pagam melhor

O primeiro grande teste do novo sistema ocorre em 2026, quando as organizações precisarão emitir documentos fiscais com alíquota simbólica de 1%. Em 2027, a operação será plena. Quem não estiver pronto “vai correr contra o relógio”, alerta Apolinário. A combinação de prazo curto e risco de multa costuma elevar o valor pago por serviços de consultoria de última hora.

Fim de incentivos muda lógica de competição

Com a extinção gradual de benefícios como ICMS até 2032, a eficiência operacional se torna o principal diferencial competitivo. Para especialistas em compliance, automação e gestão de créditos tributários (38% dos impactos mapeados no estudo), o momento é propício para oferecer pacotes de otimização financeira.

Em resumo, a lacuna de preparação identificada em 65% das empresas cria uma janela de oportunidades imediatas para profissionais e pequenos negócios que dominam temas tributários, tecnologia fiscal e integração de sistemas — convertendo conhecimento técnico em nova fonte de renda.

Com informações de InfoMoney

Compartilhe este conteúdo: