Alerta dos EUA sobre trabalho forçado acende sinal para negócios brasileiros e renda digna

Brasília, 29 (segunda-feira) – O Departamento de Estado dos Estados Unidos colocou o Brasil na Lista de Vigilância Nível 2 do relatório anual Trafficking in Persons 2024, divulgado hoje. O documento, utilizado mundialmente para medir o empenho dos governos contra trabalho forçado e exploração sexual, apontou que o país “não apresentou progressos suficientes” neste ano.

De acordo com o relatório, houve queda no número de investigações e processos judiciais relacionados ao tema em 2024. A nova classificação gera atenção especial porque sinaliza que, embora existam leis e programas formais, os resultados práticos ainda não avançam na velocidade esperada pelos avaliadores norte-americanos.

O que muda na prática

A partir da inclusão na Lista de Vigilância Nível 2, o Brasil permanece sujeito a monitoramento adicional do governo dos EUA. Para empresas com operações internacionais, o relatório serve como referência de conformidade trabalhista e pode influenciar requisitos de contratação em cadeias produtivas globais.

Números e pontos destacados

  • Diminuição de vítimas identificadas em relação a anos anteriores;
  • Menos casos levados ao Judiciário em 2024;
  • A criação de novas forças-tarefas regionais foi reconhecida, mas considerada insuficiente.

A África do Sul também foi incluída na mesma categoria. O relatório foi entregue ao Congresso norte-americano com quase três meses de atraso, após mudanças internas no Departamento de Estado. Ao comentar o documento na rede social X, o secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que o tráfico humano “enriquece organizações criminosas transnacionais e regimes imorais”.

Como referência internacional para práticas ESG e de trabalho digno, o relatório tende a ser monitorado por investidores, empresas exportadoras e profissionais que atuam em auditoria, compliance e responsabilidade social.

Com informações de InfoMoney

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