Airbus bate recorde de entregas em setembro e acende sinal de receita extra para investidores

PARIS, 2 out. (Reuters) – A Airbus entregou 73 jatos comerciais em setembro, um recorde para o mês e acima das estimativas do mercado que variavam entre 69 e 70 unidades. O desempenho reforça o fluxo de caixa da fabricante e chama atenção de investidores que buscam rentabilizar capital no setor aéreo.

O avanço representa salto significativo em relação às 50 aeronaves enviadas no mesmo período de 2023. Com isso, o acumulado de janeiro a setembro chegou a 507 entregas, alta de 2% diante das 497 registradas nos nove primeiros meses do ano passado.

Meta agressiva no radar financeiro

Para atingir o objetivo anual de 820 entregas, a companhia precisará despachar 313 aviões no quarto trimestre. Isso exige um novo recorde trimestral, 16% acima das 270 unidades embarcadas entre outubro e dezembro de 2023 e superior ao pico histórico de 297, alcançado em 2018.

No mercado, o cumprimento dessa meta é observado de perto porque impacta diretamente a geração de receita e, consequentemente, o potencial de distribuição de lucros aos acionistas. A performance também influencia fornecedores da cadeia aeronáutica, gerando oportunidades de faturamento extra em contratos de componentes e serviços.

Desafios de produção continuam

A Airbus enfrenta atrasos na entrega de motores, fator que afeta o ritmo de fabricação do A320, seu modelo mais vendido. Apesar disso, analistas veem possibilidade de o total de A320 entregue igualar ou superar o volume histórico do Boeing 737 — mais de 12.250 unidades —, o que consolidaria o jato europeu como líder de mercado.

Os números finais de pedidos e entregas de setembro serão divulgados pela fabricante em 8 de outubro.

Com informações de InfoMoney

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