Coalizão com Michelle na vice: condição de Bolsonaro a Tarcísio pode destravar recursos de campanha em 2026
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sinalizou que só apoiará a candidatura presidencial do governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 2026 se duas exigências forem cumpridas. A primeira é a inclusão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como vice na chapa. A segunda, a formação de uma coalizão ampla de partidos de centro e direita — passo considerado crucial para garantir tempo de TV e acesso a recursos do fundo eleitoral.
A informação foi publicada pela Folha de S. Paulo e confirma a movimentação antecipada que deve influenciar o caixa das legendas no próximo pleito. Dirigentes do PL admitem que a presença do sobrenome Bolsonaro na chapa pode elevar índices de rejeição, fator que pesa na captação de doações e na distribuição de verbas partidárias.
Embora tenha recebido o aval condicionado, Tarcísio adota cautela. Após visitar Bolsonaro em Brasília na segunda-feira (29), quando o ex-presidente cumpre prisão domiciliar, o governador declarou que sua prioridade segue sendo a reeleição em São Paulo em 2026. A indefinição mantém em aberto o xadrez entre centro e direita, que busca um nome capaz de agregar apoios sem comprometer a viabilidade financeira da campanha.
O impasse expõe duas frentes: de um lado, o bolsonarismo tenta preservar protagonismo; de outro, partidos tradicionais avaliam alternativas para a vice que ampliem a base de doadores e reduzam riscos de rejeição. Enquanto isso, a condenação de Bolsonaro a 27 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal segue como pano de fundo para as negociações.
Imagem: Internet
Aliados reconhecem que, sem a articulação de Tarcísio para reunir múltiplas siglas, o projeto pode perder competitividade e recursos. Já a eventual entrada de Michelle na disputa tende a reforçar o apelo do eleitorado conservador, mas também testará a capacidade de atrair apoios fora da base bolsonarista.
Com informações de InfoMoney
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