Justiça afasta diretoria da Oi e acende alerta financeiro para quem tem ações em busca de renda extra
Rio de Janeiro, 13 jun (Infomoney) – A 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro determinou o afastamento imediato de toda a diretoria e do conselho de administração da Oi, empresa em sua segunda recuperação judicial. A medida atinge também a consultoria Íntegra, contratada pelos acionistas e responsável por indicar a atual gestão.
Com a decisão, assinada pela juíza Simone Gastesi Chevrand, um grupo de administradores judiciais liderado por Bruno Rezende, sócio-fundador da Preserva-Ação, assume interinamente o comando da companhia. A gestão das subsidiárias Serede e Tatho ficará sob responsabilidade da advogada Tatiana Binato.
O que muda para investidores e credores
Além do afastamento, a magistrada suspendeu por 30 dias a cobrança de dívidas fora do processo de recuperação (extraconcursais). Nesse período, credores e a nova administração deverão decidir entre a liquidação total da operadora ou a continuidade da recuperação judicial – ponto decisivo para quem detém ações em busca de valorização ou dividendos futuros.
Em paralelo, as ações da Oi na empresa Nio (antiga Oi Fibra) ficam indisponíveis, em caráter assecuratório. O despacho também retira o segredo de justiça sobre as negociações, permitindo que o mercado acompanhe cada etapa do plano de transição.
Pontos que pesaram na decisão
No documento, Chevrand citou:
- “Esvaziamento patrimonial” após sucessivas vendas de ativos;
- Divergências sobre o número de imóveis disponíveis para venda;
- Incerteza quanto ao montante em caixa e aos valores bloqueados;
- Custos considerados “elevadíssimos” com consultorias e executivos.
Marcelo Milliet, que assumiu a presidência da Oi em dezembro de 2024 por indicação da Íntegra, também deixa o cargo. Entre os credores que converteram parte da dívida em participação acionária estão as gestoras estrangeiras Pimco, SC Lowy e Ashmore.
Imagem: Internet
Serviços essenciais sob vigilância
A juíza destacou que a Oi presta serviços públicos de telecomunicação em várias regiões e responde por 70% do funcionamento do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta). Por isso, considerou “imperativa” a transição para garantir a continuidade operacional e a segurança nacional.
Segundo o despacho, a empresa vive “situação pré-falimentar”. Ao final dos 30 dias de suspensão das cobranças, o futuro da operadora deve ser definido: liquidação integral ou manutenção do processo de recuperação judicial.
Com informações de InfoMoney
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