Interdição de bares por bebidas adulteradas trava faturamento de pequenos negócios; Tarcísio afasta ligação com PCC
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça-feira, 30 de abril, que não há indícios de participação do PCC na recente adulteração de bebidas alcoólicas que já provocou cinco mortes suspeitas no Estado. A declaração foi dada em coletiva de imprensa após questionamentos sobre o possível envolvimento da facção criminosa.
Segundo Tarcísio, pessoas que atuam nas destilarias investigadas “não têm ligação com o crime organizado nem entre si”. A hipótese de conexão com o PCC havia sido levantada pela Associação Brasileira de Combate à Falsificação, que mencionou o uso de uma substância supostamente importada ilegalmente pela facção para misturar a combustíveis.
Estabelecimentos interditados e impacto no caixa
Como medida cautelar, o governo paulista interditou bares, distribuidoras e demais pontos de venda suspeitos. A ação impede a comercialização imediata de bebidas nesses locais, travando o faturamento dos micro e pequenos empreendedores enquanto durarem as investigações.
Até o momento, a Secretaria de Saúde apura 15 casos adicionais de intoxicação por metanol. Durante as fiscalizações, a Polícia Civil apreendeu garrafas sem rótulo ou comprovação de procedência, sinalizando risco para consumidores e para a cadeia de abastecimento de bebidas, que movimenta milhares de empreendedores formais e informais.
Investigação federal
Mais cedo, o Ministério da Justiça e Segurança Pública confirmou a abertura de inquérito pela Polícia Federal. O ministro Ricardo Lewandowski explicou que as ocorrências, embora concentradas em São Paulo, podem envolver a distribuição de bebidas contaminadas para outros Estados, justificando a atuação federal.
Imagem: Internet
Com a fiscalização intensificada e a paralisação temporária de pontos de venda, empreendedores do setor de alimentação e entretenimento enfrentam incertezas sobre a retomada das atividades, aguardando a conclusão dos laudos periciais e a liberação dos estoques.
Com informações de InfoMoney
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