Alta volatilidade no Ibovespa abre brechas para ganhos rápidos nesta terça; dólar e juros também exigem atenção

São Paulo, 30/09/2025 — A sessão desta terça-feira começa com o Ibovespa testando novas máximas históricas, mas sob forte oscilação provocada pelo risco de shutdown nos Estados Unidos e pela incerteza sobre tarifas anunciadas pelo presidente Donald Trump. Para quem usa o mercado acionário como fonte de renda extra, a combinação de dólar instável e juros em alta amplia as oportunidades — e os riscos — de operações de curto prazo.

Cenário externo reforça cautela

O vice-presidente norte-americano JD Vance afirmou que o país “está caminhando para uma paralisação” após reunião sem acordo entre Casa Branca e líderes democratas. Caso o impasse persista, diversos indicadores de emprego previstos para esta semana podem ser adiados, o que adiciona imprevisibilidade aos ativos de risco.

Nos contratos futuros em Nova York, os principais índices registravam queda às 8h02 (horário de Brasília): Dow Jones -0,24%, S&P 500 -0,18% e Nasdaq -0,15%.

Matérias-primas recuam

O petróleo Brent recuava 0,65%, a US$ 67,53, enquanto o WTI caía 0,80%, a US$ 62,94. O minério de ferro negociado em Dalian fechou em baixa de 0,64%, cotado a 780,50 iuanes (US$ 109,63). A pressão sobre commodities costuma impactar ações ligadas ao setor — ponto de atenção para quem busca dividendos ou trades rápidos em papéis de siderurgia e mineração.

Dólar e juros oscilam

Depois de cair 0,31% na véspera, o dólar comercial abriu a R$ 5,322, com mínima em R$ 5,305 e máxima em R$ 5,346. Nos juros futuros, todos os vértices encerraram ontem em alta: o contrato DI jan/27 subiu 5 pontos-base, a 14,06% ao ano.

Para investidores que utilizam aplicações pós-fixadas como parte da estratégia de geração de renda, a elevação da curva de juros pode melhorar o retorno de títulos atrelados ao CDI, mas encarece o financiamento de empresas listadas.

Bolsas mistas na Europa e Ásia

Na Europa, o STOXX 600 recuava 0,06% às 8h08, com atenção às novas tarifas dos EUA. Na Ásia, o fechamento também foi misto: Shanghai +0,52%, Nikkei -0,25% e Hang Seng +0,87%.

Ibovespa renova recorde, mas gira em faixa estreita

Na segunda-feira, o índice brasileiro ganhou 0,61% e encerrou a 146.336,80 pontos, com máxima histórica intradiária em 147.558,22 pontos. O giro financeiro somou R$ 18,6 bilhões.

Monitoramento para operações de renda extra

De acordo com mesas de corretoras, day traders acompanham de perto os mini-contratos de dólar e índice, que tendem a refletir com rapidez qualquer novidade sobre o orçamento americano. A volatilidade também reacende o interesse por opções, instrumento que pode turbinar lucros ou ampliar perdas.

Maiores altas e baixas de ontem

Entre os destaques positivos estiveram Eletrobras ON (+4,30%) e CSN Mineração (+3,95%). Na ponta oposta, Braskem PNA (-5,13%) e Magazine Luiza ON (-5,09%) lideraram as quedas. O comportamento de blue chips e varejistas segue diretamente ligado à trajetória dos juros domésticos.

Com o calendário econômico carregado — dados fiscais e taxa de desemprego de agosto no Brasil, além de indicadores de vagas e emprego nos EUA — operadores permanecem atentos a movimentos abruptos que possam gerar ganhos rápidos ou exigir proteção adicional nas carteiras voltadas à renda extra.

Com informações de InfoMoney

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