Fechamento de aeroportos no Vietnã reacende alerta para perdas financeiras com avanço do tufão Bualoi

O governo vietnamita suspendeu as operações em quatro aeroportos costeiros, entre eles o Aeroporto Internacional de Da Nang, neste domingo (29), após a intensificação do tufão Bualoi, que já registra ventos de até 133 km/h. A medida ocorre poucas horas antes da previsão de chegada da tempestade ao centro do país, marcada para 1h de segunda-feira no horário local (15h de domingo em Brasília).

Além do impacto direto sobre o transporte aéreo — importante para o turismo e cadeias de abastecimento —, o Vietnã iniciou a retirada de mais de 15 mil pessoas na província central de Ha Tinh. Milhares de soldados foram mobilizados para a operação, segundo comunicado oficial.

A agência nacional de meteorologia classificou o Bualoi como uma tempestade de rápida movimentação, quase o dobro da velocidade média registrada na região. O órgão alerta para a possibilidade simultânea de ventos fortes, chuvas intensas, enchentes repentinas, deslizamentos de terra e inundações costeiras.

Volume de chuva e risco econômico

Projeções indicam acumulado de até 600 mm de precipitação nas províncias do norte e do centro até 1º de outubro, com rios podendo subir até 9 metros. A combinação de chuva volumosa e mar agitado eleva o risco de danos materiais — cenário que remete ao tufão Yagi, responsável por cerca de US$ 3,3 bilhões em estragos e 300 mortes no ano passado.

Escolas e comércio paralisados

As aulas foram suspensas para esta segunda-feira nas áreas ameaçadas, e o portal local VnExpress informa que a paralisação pode ser estendida. Em Vinh, capital da província de Nghe An e ponto provável de entrada do Bualoi, moradores correm para proteger residências, amarrar barcos e reforçar telhados com sacos de areia ou água.

Chuvas intensas já causam inundações em Hue e Quang Tri. Com um extenso litoral voltado para o Mar da China Meridional, o Vietnã lida frequentemente com tempestades tropicais que deixam saldo de perdas humanas e financeiras.

Com informações de InfoMoney

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