Tensão Colômbia-EUA acende alerta sobre possíveis sanções que afetam quem fatura em dólar
A decisão dos Estados Unidos de revogar o visto do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, ampliou a tensão diplomática entre os dois países e colocou em pauta a possibilidade de novas tarifas e sanções — fatores que costumam influenciar diretamente a renda de exportadores e prestadores de serviços que recebem em dólar.
Na sexta-feira (data não informada pela fonte), Washington anunciou o cancelamento do visto de Petro após o mandatário participar, em Nova York, de uma manifestação pró-Palestina. Durante o ato, o presidente colombiano pediu a soldados norte-americanos que desobedecessem ordens do então presidente Donald Trump relacionadas ao conflito em Gaza.
Em resposta, Petro afirmou nas redes sociais que “não precisa do visto” por também ser cidadão europeu e acusou os Estados Unidos de desrespeitar o direito internacional ao retaliá-lo por denunciar o que chama de genocídio em Gaza. Israel nega a acusação e sustenta que age em legítima defesa.
Risco de barreiras comerciais
A política externa colombiana já vinha causando desgaste econômico com Washington. No início deste ano, Petro bloqueou voos de deportação partindo dos EUA, o que levou o governo norte-americano a ameaçar tarifas e sanções comerciais. Embora um acordo temporário tenha sido alcançado, o episódio evidenciou a vulnerabilidade de setores que dependem do mercado dos EUA para gerar receitas em dólar.
Além disso, em 2024, a Colômbia rompeu relações diplomáticas com Israel e proibiu exportações de carvão para o país, medida que interfere no caixa de empresas de mineração e na cadeia logística ligada a esse produto.
Imagem: Internet
Petro não é o primeiro governante colombiano a perder o visto norte-americano. Em 1996, Ernesto Samper teve o documento revogado após denúncias de financiamento de campanha pelo cartel de Cali. O histórico mostra que atritos diplomáticos podem rapidamente se traduzir em restrições de mercado, algo acompanhado de perto por quem procura manter ou ampliar fontes de renda atreladas ao comércio exterior.
Por enquanto, não há indicação concreta de medidas econômicas imediatas, mas a escalada retórica entre Bogotá e Washington mantém em alerta empresários, freelancers e trabalhadores que veem nos Estados Unidos um dos principais destinos para vendas de produtos, serviços digitais e contratos remunerados em moeda forte.
Com informações de InfoMoney
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