Alerta médico que protege seu bolso: paracetamol segue seguro na gravidez mesmo após polêmica com Trump

Mulheres grávidas nos Estados Unidos passaram a questionar o uso do paracetamol – conhecido no Brasil pelo preço acessível e presença garantida em qualquer farmácia popular – depois que o presidente norte-americano Donald Trump sugeriu, na segunda-feira (data local), uma suposta ligação do analgésico com casos de autismo. A fala atingiu em cheio o orçamento das famílias: diante do medo, muitas gestantes cogitaram trocar o medicamento de baixo custo por alternativas mais caras ou marcar consultas extras, gerando despesas imprevistas.

Em entrevista coletiva na Casa Branca, Trump, ladeado pelo secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr. e integrantes do governo, afirmou que adicionaria avisos nos rótulos sobre o “risco” de autismo – argumento que não encontra respaldo científico consolidado. A declaração obrigou médicos de vários estados a reforçar, já no dia seguinte, que não há evidências conclusivas de relação causal entre o paracetamol e transtornos do espectro autista.

Quem rebateu e por que isso importa para o seu bolso

A pediatra Rana Alissa, presidente do Capítulo da Flórida da Academia Americana de Pediatria, relatou aumento instantâneo nas dúvidas de pacientes em Jacksonville. Em Nova York e Nova Jersey, a ginecologista-obstetra Rachel Blake disse ter tranquilizado diversas grávidas na terça-feira, garantindo que as orientações sobre o uso do analgésico permanecem inalteradas. “Não houve qualquer pesquisa nova que justifique mudar a diretriz”, reforçou.

Para famílias que já se organizam financeiramente para chegada de um bebê, manter o paracetamol como primeira opção evita gastos extras com remédios de marca ou prescrições mais caras. “Colocar a culpa nas gestantes só aumenta ansiedade e custos”, destacou Sindhu Srinivas, presidente da Society for Maternal-Fetal Medicine.

Agências de saúde correm para conter impacto econômico e sanitário

Logo após as declarações de Trump, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA atualizou seu site, e a FDA enviou cartas aos fornecedores reiterando que não existe relação causal comprovada entre acetaminofeno (princípio ativo do paracetamol) e autismo. Autoridades europeias, britânicas e a Organização Mundial da Saúde também emitiram comunicados na mesma linha, buscando evitar gastos desnecessários de consumidores com substitutos mais caros.

Além de sociedades médicas, o fabricante do Tylenol, Kenvue, saiu em defesa do produto. Ao todo, dezenas de entidades de pesquisa e defesa do autismo se pronunciaram contra o alerta presidencial, argumentando que a recomendação sem base sólida pode sobrecarregar financeiramente gestantes que confiam em um medicamento de baixo custo para controlar febre e dor.

Para quem cuida do orçamento familiar, a orientação continua clara: a menos que o médico indique o contrário, o paracetamol permanece uma opção segura e economicamente vantajosa durante a gestação.

Com informações de InfoMoney

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