Bloqueio de R$ 389 mi acende alerta sobre descontos indevidos que corroem a renda de aposentados
O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o sequestro de R$ 389 milhões em bens e valores do Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas (Sindnapi), entidade que tem Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como vice-presidente. A decisão foi assinada pelo ministro André Mendonça e mira um suposto desvio de recursos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estimado em R$ 6 bilhões.
De acordo com a investigação da Polícia Federal, associações teriam utilizado acordos de cooperação técnica (ACTs) com o INSS para cadastrar beneficiários sem autorização e descontar mensalidades diretamente dos pagamentos — prática que reduz a renda líquida de aposentados e pensionistas, público que frequentemente busca alternativas de renda extra para equilibrar o orçamento.
O bloqueio atinge as contas do atual presidente do Sindnapi, Milton Baptista de Souza Filho (conhecido como Milton Cavalo), e o espólio do ex-presidente João Batista Inocentini (João Feio), falecido em 2023. Frei Chico não é investigado no inquérito, segundo a decisão.
Na última quinta-feira (9), a sede do Sindnapi e endereços ligados aos dirigentes foram alvo de busca e apreensão. A operação foi deflagrada no Distrito Federal e em sete estados: São Paulo, Sergipe, Amazonas, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Pernambuco e Bahia.
Ao ser convocado pela CPI do INSS, em Brasília, Milton Cavalo permaneceu em silêncio quase todo o tempo e declarou apenas que Frei Chico não exerce funções administrativas no sindicato.
Imagem: Internet
O caso reacende o debate sobre a necessidade de aposentados monitorarem detalhadamente seus extratos do INSS para evitar descontos desconhecidos que reduzem seu poder de compra e comprometem estratégias de renda complementar.
Com informações de InfoMoney
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