Dividendos de 10,8% em 2026: Goldman Sachs rebaixa PagBank e coloca rendimento na berlinda de quem busca renda extra
Investidores que garimpam renda passiva na Bolsa receberam um alerta nesta segunda-feira (data da publicação original). O Goldman Sachs rebaixou a recomendação para as ações da PagBank (PAGS34) de “compra” para “neutra”, embora mantenha a projeção de um dividend yield de 10,8% em 2026.
O que motivou o rebaixamento
Segundo o relatório do banco, o Volume Total de Pagamentos (TPV) da PagBank perdeu mais de 100 pontos-base de participação de mercado desde o terceiro trimestre de 2024. O Goldman prevê que o TPV encolha 5% ano a ano, reflexo de um ambiente macroeconômico considerado “desafiador” e da deterioração nas vendas de pequenos comerciantes.
Com isso, as estimativas do Goldman para o TPV da companhia ficaram 3% abaixo do consenso em 2025 e 2026, enquanto o lucro líquido projetado está 3% abaixo em 2025 e 4% em 2026.
Oportunidade de renda ou risco de crescimento?
Mesmo com o corte na recomendação, o banco destaca que a PagBank já anunciou R$ 1,6 bilhão em dividendos a serem distribuídos em 2026. Na prática, o retorno estimado de 10,8% pode continuar atraente para quem busca complementar a renda, mas a casa pondera que o crescimento mais lento “ainda não está totalmente precificado”.
Comparativo com Stone
Para Stone (STOC31), o Goldman manteve recomendação de compra. O TPV da empresa é visto como mais resiliente, com expectativa de aceleração para 9% ano a ano no próximo trimestre após ajustes de preço. Além disso, a eventual venda da Linx pode destravar valor no curto prazo.
Apesar de ambas terem subido no ano — 40% para PagBank e 116% para Stone —, a diferença de valuation aumentou: PagBank negocia a 5,9 vezes preço/lucro projetado para 2026, enquanto Stone está 45% acima, a 8,5 vezes. O Goldman observa que, mesmo assim, as duas seguem descontadas em relação a pares globais, cuja mediana é de 12,4 vezes.
Imagem: Internet
Projeções do Bradesco BBI
O Bradesco BBI espera lucro líquido de R$ 551 milhões para PagBank no terceiro trimestre de 2025, 5,1% abaixo do consenso, prevendo despesas um pouco maiores e estabilidade no lucro bruto. Para Stone, a projeção é de R$ 603 milhões no mesmo período, também abaixo da média de mercado.
O relatório do Goldman conclui que o portfólio de crédito da PagBank pode ganhar valor apenas a partir de 2027, enquanto o dividendo robusto segue como principal atrativo de curto prazo para investidores que miram renda extra.
Com informações de InfoMoney
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