Alerta para quem ganha dinheiro com hortas: confusão com “falsa couve” provoca morte em MG e pode gerar prejuízo milionário

Empreendedores que cultivam e vendem hortaliças para reforçar a renda precisam redobrar a atenção na identificação das plantas. Nesta segunda-feira, 13, Claviana Nunes, de 37 anos, morreu após consumir folhas de Nicotiana glauca, planta tóxica confundida com couve, durante um almoço em Guimarânia, zona rural de Patrocínio (MG).

A vítima estava internada em estado grave desde a semana passada com instabilidade hemodinâmica. Apesar dos esforços médicos, o óbito foi registrado às 18h20. Claviana deixa marido e dois filhos.

Impacto financeiro para quem vende hortaliças

Além da tragédia humana, o caso serve de alerta econômico: a venda ou distribuição de alimentos contaminados pode resultar em processos judiciais, indenizações e perda de clientes, afetando diretamente a renda de pequenos produtores e comerciantes informais.

Nesta mesma ocorrência, outras três pessoas da família foram hospitalizadas. Um homem de 60 anos segue entubado na UTI da Santa Casa de Patrocínio, enquanto outro, de 64 anos, está estável, mas confuso. A quarta paciente já recebeu alta.

Investigação e custos adicionais

A Secretaria Municipal de Saúde acompanha o caso por meio da Vigilância Sanitária e Epidemiológica. Amostras dos alimentos e de material biológico foram enviadas para análise laboratorial. Esse procedimento, custeado pelo poder público, ilustra o tipo de despesa que recairia sobre negócios particulares em situações similares.

Por que a “falsa couve” é perigosa

Originária da Argentina, a Nicotiana glauca — conhecida como fumo-bravo ou charuto-do-rei — contém nicotina, nornicotina e anabasina, alcaloides com ação no sistema nervoso central. A anabasina pode provocar paralisia muscular e parada respiratória; já a escopoletina interfere na coagulação sanguínea, elevando o risco de hemorragias.

O sepultamento de Claviana está marcado para esta terça-feira, 14, às 17h, no Cemitério Municipal de Guimarânia.

Com informações de InfoMoney

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