Crescimento global revisto para cima pelo FMI indica mais empregos e oportunidades, mas tensão EUA-China exige cautela

WASHINGTON, — O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou nesta terça-feira (data do relatório) a projeção de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) mundial para 3,2% em 2025, contra 3,0% estimados em julho. O ajuste, motivado por tarifas mais brandas que o previsto e condições financeiras menos rígidas, sinaliza ambiente potencialmente favorável à criação de vagas, investimentos e novas fontes de renda no médio prazo.

Menor pressão tarifária anima mercado e investidores

Segundo o relatório Perspectiva Econômica Global, recentes acordos comerciais firmados pelos Estados Unidos com grandes parceiros evitaram o efeito pleno das tarifas anteriormente anunciadas. Esse alívio, aliado a um dólar mais fraco, estímulos fiscais na Europa e na China e ao boom de investimentos em inteligência artificial, sustentou a revisão positiva.

Para quem busca renda extra ou novas receitas, a combinação de crescimento maior e juros mais comportados pode destravar contratações, projetos de tecnologia e aumento de demanda por serviços especializados, especialmente no segmento digital.

Ameaça de nova guerra comercial pode reduzir ganhos

O FMI, contudo, advertiu que a possibilidade de novas tarifas de 100% anunciadas pelo governo norte-americano sobre produtos chineses — em resposta a controles de exportação de terras raras por Pequim — representa “risco muito significativo”. Modelagem do Fundo mostra que taxações 30 pontos percentuais superiores às atuais sobre itens chineses e 10 pontos para Japão, zona do euro e mercados emergentes asiáticos poderiam cortar 0,3 ponto percentual do crescimento global em 2026, chegando a 1,8 ponto até 2027 quando somados outros efeitos adversos.

Nesse cenário, planos de expansão empresarial e oportunidades de renda complementar poderiam ser adiados, afetando também investimentos de curto prazo.

Panorama regional

Estados Unidos: projeção de alta de 2,0% em 2025 (contra 1,9% de julho), impulsionada por estímulo fiscal, condições financeiras mais frouxas e maior investimento em IA.

Zona do euro: expectativa passou de 1,0% para 1,2%, sustentada por expansão fiscal na Alemanha e forte desempenho da Espanha.

América Latina e Caribe: previsão ajustada de 2,2% para 2,4%, puxada por revisão de 0,8 ponto no México, que deve crescer 1,0% em 2025.

China: projeções mantidas em 4,8% para 2025 e 4,2% para 2026; o Fundo destaca fragilidade do setor imobiliário e risco de armadilha de deflação e dívida.

Inflação segue no radar

O FMI manteve a estimativa de inflação global em 4,2% para 2025 e 3,7% para 2026. Nos EUA, o repasse de custos tarifários pode pressionar preços, ponto de atenção para quem planeja poupar ou investir no exterior.

O relatório serve de termômetro para trabalhadores, empreendedores e investidores que acompanham tendências de renda extra e buscam ajustar estratégias diante dos possíveis cenários.

Com informações de InfoMoney

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