Instabilidade que pesa no bolso: protesto de filhos de Bolsonaro acende alerta para quem busca renda nos investimentos

O clima político voltou a ganhar tensão nesta segunda-feira (13), fator que costuma ser monitorado por quem investe na Bolsa ou busca renda extra em ativos de maior risco. Os filhos mais velhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), protestaram nas redes sociais contra a manutenção da prisão domiciliar do pai.

Em publicação no X (antigo Twitter), Carlos Bolsonaro classificou a decisão como “grave violação” e “indefensável”. Já Flávio Bolsonaro chamou o ex-chefe do Executivo de “refém” e compartilhou imagem com as frases “Libertem Bolsonaro” e “70 dias preso e 21 dias sem denúncia”.

O estopim foi a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que acatou parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) e manteve as medidas cautelares que restringem Jair Bolsonaro. A defesa pedia a revogação da prisão domiciliar.

Segundo Moraes, as cautelares continuam “necessárias” diante do “fundado receio de fuga” e de “reiterados descumprimentos” das determinações anteriores. O ministro também lembrou que, após o decreto de prisão, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses em regime inicial fechado no processo relacionado à trama golpista.

O ex-presidente cumpre prisão domiciliar por supostamente violar medidas impostas na investigação que apura tentativa de obstrução do julgamento sobre o plano golpista. O inquérito teve início quando o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) passou a articular, nos Estados Unidos, sanções contra ministros do STF e outras autoridades brasileiras.

Na investigação, Jair Bolsonaro é apontado como financiador da iniciativa e potencial beneficiário das pressões sobre o Supremo. Paralelamente, Eduardo Bolsonaro e o blogueiro Paulo Figueiredo já foram denunciados pela PGR sob acusação de tentar coagir magistrados.

Carlos Bolsonaro escreveu que “manter cautelares severas sem denúncia” representa “graves violações”, reforçando a tese de perseguição política. Flávio, por sua vez, prometeu “continuar lutando” pela liberdade do pai, a quem chamou de “melhor Presidente da história do Brasil”.

Embora a decisão tenha origem jurídica, repercussões desse tipo costumam ampliar a percepção de risco entre investidores, especialmente quem opera ações de estatais ou busca rendimentos rápidos em papéis sensíveis ao noticiário político. A expectativa agora é sobre os próximos passos da defesa e do STF.

Com informações de InfoMoney

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